O prefeito eleito, Rodrigo Agostinho (PMDB), disse ontem a 13 dos 16 vereadores eleitos para o mandato com início em 2009 que vai apresentar ao Legislativo propostas para realização de reformas profundas em áreas como a administrativa e a regulamentação da ocupação do solo e pediu o apoio para “enfrentar e fazer reformas duras e necessárias para a cidade”.
O sucessor de Tuga Angerami foi convidado para participar da parte final da primeira reunião entre os vereadores eleitos, cujo encontro ocorreu na sede do Buffet Mantovani, na Vila Falcão. A reunião coordenada por Fernando Mantovani (PSDB) e Paulo Eduardo Souza (PSB) contou também com as presenças de Gilberto dos Santos (PSDB), Roque Ferreira (PT), Fabiano Mariano (PDT), José Roberto Segalla (DEM), Carlinhos do PS (PP), Jurandyr Bueno Filho (PPS), Renato Purini (PMDB), Roberval Sakai (PP), Marcelo Borges (PSDB), José Carlos Batata (PT) e Chiara Ranieri (DEM). Não compareceram Pastor Luiz Barbosa (PTB), Natalino da Pousada (PV) e Amarildo de Oliveira (PPS).
Os eleitos decidiram que vão realizar outros encontros, cujo objetivo é estreitar relações e apontar sugestões de condução do mandato. Fernando Mantovani resumiu, em um projetor, o anseio dos mandatários que vão assumir em janeiro próximo: “Como posso contribuir? integração e missão” estiveram entre as palavras de ordem discutidas.
Em sua apresentação, Rodrigo aproveitou para pedir apoio para enfrentar os problemas da cidade. “Quero fazer propostas para reformas estruturais que vão ser duras e quero enfrentar os desafios e para isso vou ter de dialogar com vocês. Vou precisar da Câmara para modificar pontos importantes como a revisão do Código de Obras, a regulamentação do Plano Diretor, a reforma administrativa e a necessidade de modificar a estrutura para permitir que a prefeitura dê respostas para os problemas”, salientou.
Agostinho afirmou que vai respeitar as diferenças políticas, mas não vai se importar com melindres. “Vamos ter embates e isso é natural. Eu sou vereador e aprendi isso. Mas eu quero chamar vocês para discutir. Não vou ter como atacar problemas sérios sem a ajuda da Câmara. Quero que vocês cobrem, mas vou pedir diálogo para encontrar saídas”, profetizou, em ambiente amistoso, diante dos seus futuros fiscalizadores.
No mesmo tom da busca de construção de saídas e alternativas, o prefeito eleito reforçou que correu a gabinetes de diferentes partidos em Brasília e também foi a São Paulo pedir apoio para projetos locais ao deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). “Eu reforcei que a cidade precisa de ajuda e será preciso a ampliação de programas com o Estado. Depois disse a ele que também iria bater às portas de outros deputados porque não podemos deixar de tentar a ajuda de todos que se disporem a colaborar. Também fiz isso com deputados do PSDB, do DEM, do PT, PSB, PC do B em Brasília. Eu quero dialogar para tentar resolver”, reforçou.
Os 13 vereadores eleitos que participaram do primeiro encontro da próxima legislatura disseram, quando Agostinho ainda nem estava presente, que há disposição em colaborar.