Bairros

Moradores reclamam de ‘preconceito do endereço’

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Moradora da favela Maria Célia, Marilaine Gomes de Almeida garante que não consegue bons empregos por conta do local onde mora. “Tem muito preconceito. Consigo no máximo pegar roupa para lavar e passar e faxina”, explica.

A informação não surpreende o antropólogo Cláudio Bertolli Filho, professor do Departamento de Ciências Humanas da Unesp de Bauru. “O ponto de partida é melhorar as condições de vida dessas pessoas. A partir do momento que tiverem um endereço, serão mais respeitadas enquanto cidadãs. O capitalismo não aceita os indivíduos quando são produtivos? Então, tem que criar condições deles serem produtivos enquanto trabalhadores”, diz.

Na opinião dele, a própria prefeitura deve criar estratégias para capacitá-los para o trabalho. “O capitalismo, para produzir riqueza, tem também que produzir muito mais pobreza. É necessário políticas públicas, inclusive de dimensões municipais, para que essas famílias de baixa renda possam morar num lugar minimamente digno”, conclui.

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