Regional

Justiça decreta prisão de suspeitos de roubo de S10

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Lençóis Paulista - Dois homens são procurados pela polícia por suspeita de envolvimento no roubo de carro e cárcere privado de um casal de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru). A pedido da Polícia Civil da cidade, a Justiça da Comarca de Lençóis decretou a prisão temporária dos suspeitos (os nomes não foram divulgados).

Os homens não são vistos em Lençóis desde a noite do último dia 9, quando houve o roubo da S10 preta em Lençóis usada na invasão da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) em Botucatu, na madrugada do dia 10. De acordo com o delegado titular de Lençóis, Luiz Cláudio Massa, a prisão temporária foi solicitada no final da tarde da última sexta-feira, após diversas diligências.

Para Massa, se a Justiça decretou a prisão temporária “é porque existe indícios da participação deles no roubo da caminhonete”, investigado pela Delegacia de Lençóis. O delegado lembra que a prisão temporária foi solicitada para investigar o possível envolvimento dos indivíduos, que podem não ter envolvimento algum com o crime. “Como existe uma série de fatores que levam à participação deles e o fato deles estarem evadidos desde o dia dos fatos, fez com que nós pedíssemos a prisão temporária”, frisa Massa.

Desde o furto de drogas, armamento e explosão da Dise de Botucatu, diariamente a polícia faz diligências em uma macrorregião para prender os autores do ataque à delegacia especializada. Como um dos veículos usados no crime foi roubado em Lençóis, o município passou a ser um dos pontos da investigação que pode puxar o fio da meada que leve à identificação e prisão dos autores da ação ousada na delegacia de Botucatu.

Massa ressalta que a investigação sobre a invasão na Dise está concentrada na Polícia Civil em Botucatu.

Nos últimos dias, a polícia prendeu três homens em Avaré, Itapetininga e Campinas, com armas e entorpecentes, e se cogitou a possibilidade deles integrarem a quadrilha que atacou a Dise em Botucatu. No entanto, o delegado seccional de Botucatu, Tadeu Campos de Castro, afirmou ontem ao JC, que não foi possível relacionar os presos ao crime investigado em Botucatu.

Castro afirma que o armamento apreendido e as drogas não são os que foram levados da Dise. “Os caras podem até ser criminosos. Só que não tem prova material”, salienta.

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