Ao tomar posse como presidente da Funarte, o ator e diretor Sérgio Mamberti, 69 anos, recebeu do ministro da Cultura, Juca Ferreira, a promessa de que o orçamento da fundação no ano que vem chegará a R$ 300 milhões, aproximadamente cinco vezes maior que o deste ano - R$ 61, 7 milhões, segundo o portal Transparência Brasil.
De acordo com o ministro, o dinheiro deve vir de emendas já aprovadas em primeira instância no Congresso Nacional - uma na Câmara, de R$ 400 milhões, e outra no Senado, de R$ 500 milhões. Antes, porém, Mamberti deverá executar o orçamento deste ano. Dados do Transparência Brasil indicam que, até setembro, só 18,44% dos recursos da Funarte haviam sido gastos.
Duas medidas administrativas já anunciadas foram confirmadas. A sede administrativa da fundação sai do Rio e vai para Brasília. “Nossa proposta é transformar o Palácio Gustavo Capanema (atual sede) em um grande centro de excelência e de qualidade artística”, disse Mamberti, que também confirmou a formação de um colegiado com diretores de cada uma das áreas da cultura. O único nome anunciado foi o de Miriam Lewin, que fica na direção-executiva.
A posse de Mamberti foi marcada pela presença de artistas e por sua aclamação pelos funcionários, que comemoravam o afastamento do presidente anterior, Celso Frateschi, a quem acusavam de “autoritarismo”.
Representantes do teatro saudaram a escolha de um nome da classe para a Funarte. Fernanda Montenegro destacou a abertura de Mamberti ao diálogo e sua indisposição ao sectarismo de classe, e deixou-lhe um conselho: “Não dividir para governar”.