Tribuna do Leitor

Obama! Obama! Obama!


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Parece mais um refrão de uma canção de Jorge Ben Jor! Não é. É uma aclamação que o mundo faz a um jovem negro, eleito presidente dos Estados Unidos da América ! Barack Hussein Obama Jr., a nova esperança sócio-político-financeira do mundo! Os norte-americanos (metade deles) nele acreditam para uma mudança fantástica na política estadunidense. O mundo todo anseia pelo final da crise que abalou a economia mundial. Todavia, é preciso ter muita cautela e torcer para que a outra metade da população norte-americana que votou em John McCain e foi derrotada não sofra a influência histórica da intolerância e do racismo, ervas daninhas que não somem da noite para o dia da cabeça de parte de um povo que cultivou este fruto maldito, manchando de sangue e desonra a própria História de seu país.

Discursos melíferos, doces palavras de conciliação e apoio, podem espelhar apenas uma ressaca da própria derrota de seus adversários. Longe de mim, respeitáveis leitores, agourar para que Obama role ladeira abaixo. Ao contrário disso, torço e peço a Deus para que, a partir de 2009 o mundo, realmente, respire novos ares de verdadeira democracia e se dispa do racismo e do preconceito, com todas as nações se ajudando fraternalmente. Mas a História nos conta em seus anais que em Dallas, Texas, no ano de 1963, balas assassinas tiraram a vida de um grande estadista chamado John Fitzgerald Kennedy.

O Macartismo, uma espécie de "caça às bruxas" entre 1940 e 1950, idealizado pelo senador Joseph McCarthy, caçou adeptos do "temível" comunismo, inimigo mortal da aristocrata política norte-americana na época. O grande mito do cinema, Charlie Chaplin, foi vítima desse movimento que perseguiu atores e diretores. Seu visto foi cassado e seus bens confiscados. A parte da história mais violenta e sangrenta nos remete à Klu Klux Kan, odiosa seita de pessoas racistas e defensoras da supremacia branca. Ela ainda deve ter seus adeptos e seguidores que, clandestinamente, podem conspirar contra aqueles que não façam parte de sua raça.

Mas, ainda assim, tenho esperança de que os tempos, de fato, mudaram ou estão mudando e que a bondade humana, a fraternidade, o amor ao próximo, a tolerância, a compreensão, a igualdade entre os povos e a paz suprema, habitem em cada coração de norte-americanos, africanos, chineses, europeus e, principalmente, brasileiros. Que Deus lhe abençoe, Barack Hussein Obama Jr., o mundo precisa de sua autoridade, justiça, benevolência e, principalmente, de sua bandeira da Paz!

Fernando Lucilha Jr. - RG 5.023.414

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