Desde o início da formação das civilizações, os seres humanos fazem uso de matéria energética para sobreviverem. Com isso, perceberam que havia a necessidade do fogo para se protegerem do frio e cozer seus alimentos. Ao passar do tempo, foram descobrindo os combustíveis a serem utilizados, como a madeira e a gordura retirada dos animais. Os séculos foram se passando e a civilização foi evoluindo, e junto com ela surgiram os grandes avanços tecnológicos, ratificados a partir do século XX: com a invenção da energia elétrica, das máquinas e da indústria, entre outros aparatos, que exigiram grande demanda energética.
O principal combustível que se instituiu foi o petróleo. Este vem sendo utilizado compulsivamente, gerando gases que contribuem para o efeito estufa. Porém seus dias estão contados, devido ao esgotamento de suas reservas previsto para curto prazo.
Com isso, precisamos criar formas alternativas de energia, sem agredir ao meio ambiente, pois, hoje, a vida e a economia mundial dependem compulsoriamente disso: um “apagão” seria fatal, prejudicaria entre outras coisas a comunicação, o trabalho e a locomoção das pessoas, já que grande parte da labuta diária está ligada a máquinas e computadores. Além disso, em menos de trinta anos a demanda terá aumentado cinqüenta por cento.
Alguns países como os EUA e a Alemanha, apoiados pela AIE (Agência Internacional de Energia) defendem a criação de usinas nucleares, que não liberam gases causadores do efeito estufa, atendendo ao protocolo de Kioto, porém essas usinas geram resíduos radioativos que demoram milhões de anos para se decomporem. O Brasil, como outros países, vem apresentando boas soluções, as chamadas “energias renováveis”: como o etanol, proveniente da cana-de-açúcar, o biodiesel proveniente do bagaço de mamona e outros produtos. Esses, além de inesgotáveis são bem menos poluentes que os derivados de petróleo e carvão mineral (hidrocarbonetos).
Mas a solução messiânica mesmo, seria a implantação das “fontes limpas” em todo o globo. Como as hidrelétricas, diferente de muitas brasileiras, que são implantadas à força, derrubando o ecossistema ao seu redor. Essa só seria implantada em locais próprios: com rios planálticos e grande volume d’agua, sem a necessidade de represamentos. Outra fonte limpa é a energia eólica, que utiliza a força dos ventos sem causar danos à natureza.
Sempre há uma forma de consertar as coisas. Cabe ao homem deixar de lado sua inapetência pelos dissabores que o aflige. Não adianta cultivar essa ânsia por desenvolvimento, e realiza-lo, deixando cicatrizes para trás. Ou seja, como alguém pode pensar em fazer turismo espacial, aumentar a graduação dos Ipods (MP3, MP4...) ou criar modernos softwares, enquanto a própria casa, a Terra está se deteriorando sem a proteção de ninguém.
Paulo Henrique Fróes Filho - RG 47.796.286-5