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Acidente da TAM teve dez responsáveis

Folhapress
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São Paulo - Dez pessoas serão indiciadas pela Polícia Civil como responsáveis pelo acidente com o Airbus da TAM, em julho de 2007, o maior da história do País. O inquérito foi concluído ontem pelo delegado-titular do 15.º DP, Antonio Carlos Menezes Barbosa, que preside as investigações.

Segundo o delegado, serão indiciados três funcionários da Infraero (estatal que administra os aeroportos), cinco da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e dois funcionários da TAM, com base no laudo do Instituto de Criminalística (IC).

As pessoas que serão indicadas são: Brigadeiro José Carlos Pereira, ex-presidente da Infraero; Nilton Sérgio Silveira Zuanazi, ex-presidente da Anac; Luiz Kazumi Miyada, superintendente de infra-estrutura aeroportuária da Anac; Marcos Tarcísio Marques dos Santos, responsável pela superintendência de segurança operacional da Anac; Jorge Luiz Brito Velozo, responsável pela superintendência de segurança operacional da Anac; Denise Maria Ayres Abreu, ex-diretora da Anac; Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro, diretor de segurança de vôo da TAM; Abdel Salam Abdel el Salam Rishk, ex-gerente de engenharia de operações da TAM; Agnaldo Molina Esteves, funcionário da Infraero que liberou a pista no dia do acidente; e Esdras Ramos, funcionário da Infraero.

Eles serão acusados de atentado contra a segurança de transportes aéreos. Segundo a Polícia Civil, se condenados, a pena máxima para cada um dos culpados pode chegar a seis anos de prisão. Na noite do dia 17 de julho do ano passado, o Airbus da TAM que fazia o vôo 3054 tentou aterrissar no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo), não conseguiu e se chocou com um depósito da companhia aérea do outro lado da avenida Washington Luís, em frente à pista principal do aeroporto. O acidente, o maior da aviação brasileira, deixou 199 mortos.

Nos últimos 16 meses, 336 pessoas foram ouvidas, entre familiares, controladores de tráfego aéreo e aeronautas. Segundo a Polícia Civil, o laudo do IC tem 656 páginas e 2.608 documentos anexados, totalizando 3.264 páginas. Já o inquérito policial tem 13.600 páginas, e, com o laudo, chega a quase 17 mil páginas.

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