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Decoração de Natal chega à zona sul da cidade com festa

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O clima natalino é cada vez maior em Bauru. Ontem, um Papai Noel de quatro metros de altura e 450 quilos foi instalado na fachada da livraria Jalovi, na rua Antônio Alves, Altos da Cidade. Entre caixas de presentes, bonecos de neve e muito brilho, ele recebeu as boas-vindas de mais de 700 pessoas que prestigiaram a inauguração das decorações de Natal da loja.

Tradição que marca o início das luzes coloridas características desta época do ano, o ‘Bom Velhinho’ sentado sobre o telhado da livraria, movimentando a cabeça e os braços, já se tornou tradição na cidade. “Nós apenas plantamos a semente e, hoje, várias empresas da nossa cidade passaram a fazer também sua decoração de Natal, resgatando as recordações gostosas da nossa infância”, comenta a sócia-proprietária da Jalovi, Eliane Vieira.

Ela acredita, inclusive, que o clima festivo do Natal será capaz de aquecer as vendas neste final de ano, mesmo em tempos de crise mundial. “A gente está otimista, mas não fazemos esta decoração pensando nas vendas. A gente faz para resgatar o sonho de um mundo melhor e para trazer um colorido especial para esta região da cidade”, pondera.

Com queima de fogos de artifício e apresentação do Coral Arte Viva, quem esteve presente se emocionou com o espírito fraternal que tomou conta do ambiente. “Desde criança, sempre gostei de Natal e Papai Noel. E quero passar isso para os meus filhos também, porque acho que é um momento do ano que transmite muita paz, amor e alegria para a gente”, comenta a auxiliar administrativa Lucimara Carreira Vicente, que levou ontem seus filhos Gabriel, 2 anos, e Iago, 7 meses, à festa de inauguração da decoração da livraria.

Logo após à explosão de cores da queima de fogos, as crianças chamaram, em contagem regressiva, um Papai Noel de carne e osso, que foi muito disputado pelos presentes que trouxe em sua grande sacola. Um dos mais afoitos era Pedro Contrera Damasceno, 3 anos, que estava nos ombros do pai esperando sua vez de abraçar o velhinho de barbas brancas.

Acostumado desde pequeno às comemorações de Natal, ele nunca teve medo do personagem vestido de vermelho, segundo conta a mãe Maria Lúcia Contrera. “Mas mais do que levá-lo às festas, a gente sempre ensinou que esta época do ano é um momento para compartilhar. Então, todo ano, ele doa alguns dos brinquedos que tem para crianças carentes”, conta, orgulhosa.

O evento, no entanto, reuniu pessoas de todas as idades, inclusive aquelas que já não possuem a mesma excitação de uma criança, mas que mantêm o coração jovem. É o caso do aposentado Wilson Luz que, aos 63 anos, levou o neto como pretexto para ver as luzes e ouvir as canções de Natal. “Nessa hora, eu viro criança de novo. Esse espírito é muito bom e ajuda a gente a esquecer um pouco dos problemas do dia-a-dia”, conclui.

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