Geral

Para fazer limpeza de estabelecimento comercial, idosa se arrisca no telhado

Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 2 min

Após uma certa idade, o passatempo preferido de muitas pessoas é definido por atividades simples, como assistir televisão ou caminhar. Não é o que pensa a comerciante Neuza Carraro. Exemplo de energia e saúde, esta simpática senhora de 66 anos de idade surpreende familiares e amigos com um hobby inusitado. Entre o trabalho e as horas de folga, ela arruma tempo para subir em telhados e limpá-los.

Proprietária de um pequeno comércio no estacionamento administrado pelo marido na Vila Falcão, Neuza afirma que já se acostumou em realizar este serviço.

Incomodada com o acúmulo de flores e frutas de uma árvore vizinha que entopem a calha e dificultam a vazão da água em dias de chuva, a comerciante não tem dúvida: pega uma escada e ela mesma faz a limpeza. Sem medo algum de escorregar, garante. “A única coisa que tenho medo é de quebrar alguma telha”, afirma. “Graças a Deus nunca sofri um único acidente”, orgulha-se.

Não bastasse limpar o telhado do estabelecimento, ela também é responsável por arrumar os problemas da própria casa. Há dois meses, disse que subiu no telhado para consertar a antena, que estava danificada. O serviço foi realizado de forma profissional.

“Comprei um fio e consegui arrumá-la. “Também aproveitei para limpar a calha, pois estou com algumas infiltrações na casa, além de limpar a sujeira de gatos”. Chamar o marido para realizar o trabalho? “Nem pensar.

“Ele tem medo de altura”, confessa. Ela garante que, caso o serviço fosse feito por ele, ficaria incompleto. “Ele iria tirar o mais grosso, e tem que tirar tudo, até o que está grudado na telha, pois ali fica muita umidade. Não contrato alguém para fazer, pois não faria do jeito que estou costumada a fazer”.

Mãe de quatro filhos, Neuza afirma que não conta as peripécias a eles. Diz que uma das filhas fica muito brava com a situação. Os amigos também não sabem. “Às vezes, alguém me vê subindo e até comenta alguma coisa, mas não é nada demais”.

A mania ela conta que surgiu há muito tempo. Começou na infância, em Rio Claro, na região de Campinas. Neuza lembra que o principal divertimento dela e de suas amigas era subir em árvores frutíferas. “A vida inteira foi assim”, brinca.

Comentários

Comentários