Um reforço do time profissional do Palmeiras para a próxima temporada está “escondido” em Bauru, se preparando para se apresentar ao técnico Vanderlei Luxemburgo e integrar o elenco alviverde. Trata-se do atacante Rodrigo, com passagens pelo Santos, Botafogo do Rio e Grêmio e repatriado do futebol belga, onde foi vice-campeão nacional pelo Anderlecht. O jogador acertou contrato com o clube do Parque Antártica por um ano e vive a expectativa de vestir a camisa palmeirense e se destacar. Parado há um mês, Rodrigo deve ficar em Bauru até o final de dezembro, sob supervisão de um preparador físico palmeirense.
Rodrigo faz sua preparação em um clube local (pediu para a reportagem não revelar o nome) e revela que está em Bauru para se casar, já que sua noiva é da cidade. Mas admite que o clube da Capital aproveitou a situação para deixá-lo longe dos holofotes paulistanos.
“Tenho contrato até o final do ano que vem, para a temporada de 2009. Estou aqui (cita o nome do clube) justamente para não falar com ninguém, meus empresários pediram esta restrição, e para manter a forma. Vim sob o aval do treinador (Luxemburgo) e estou começando a me cuidar pensando em 2009. Faz muito tempo que não jogo no Brasil em um time grande”, aponta.
Rodrigo tem 22 anos, mas já tem uma vasta experiência tendo jogado em três países da Europa. O atacante fez um resumo de sua ficha profissional ao JC. “Comecei no América-MG, freqüentei todas as categorias de base até chegar ao profissional. Fiz um grande trabalho no América, em 2003, na Série B, estava alimentada pelo Botafogo e Palmeiras. Foi justamente (pelo meu desempenho) contra o Palmeiras que fiquei conhecido no cenário nacional. Neste tempo fui negociado com o Grêmio, onde fiquei três meses e acabei indo para a Seleção Brasileira sub-17. (Na Seleção) Fui campeão mundial, na Finlândia, sob o comando do técnico Marcos Paquetá. Após isso, fui para o Feyenoord, da Holanda, time que o América tinha parceria. Fui um dos artilheiros do Feyenoord no Campeonato Holandês. Depois passei pelo Santos, Betim-MG, São Carlos, Botafogo, Anderlecht (Bélgica) e Almería (Espanha)”, lista.
Rodrigo afirma que tem lembranças de um bom trabalho em todas as equipes em que jogou. Seu desempenho só foi prejudicado pelas lesões. “Tive problemas de menisco constantes, nunca saravam. Quando voltava, fazia um jogo e já parava de novo, ficava mais três meses fora e fazia outra cirurgia. Inclusive, este ano mesmo, operei. Durante o Campeonato Paulista, eu estava no Palmeiras, mas sem contrato, só em recuperação. Foi quando era para eu ter ficado, mas acabei indo para a Bélgica, onde fiz um grande trabalho no Anderlecht e fomos vice-campeões. Lá, meu treinador foi o Ricardo Gomes”, comenta. Com cinco cirurgias no joelho esquerdo, o atacante chegou a ficar parado um ano e assinou contrato de produtividade com o Palmeiras. “As contusões me pararam e, por isso, tive este contrato de produtividade agora. É um contrato em cima daquilo que eu evoluir e dos jogos que eu participar”, garante.
Apesar de ser atacante de ofício, Rodrigo aponta a versatilidade como uma das armas para conseguir um lugar no time titular alviverde. “Subi para os profissionais como atacante, mas fiquei conhecido também em outras funções. Com um treinador que eu respeito muito e tenho uma bela história no futebol, que é o Carlos Alberto Silva, no próprio América-MG tem uma situação inusitada. Na Série B (de 2003), no jogo contra o Botafogo, substitui o Osmar, que hoje está no Vila Nova-GO e é lateral-direito. Eu sou canhoto, apesar de hoje já ter aprimorado mais a perna direita. Imagine o problema que eu enfrentei. Mas deu para desempenhar bem na partida e comecei a atuar em outros lugares. Se precisar, até no gol eu atuo”, brinca.