Regional

Para Incra, terras são improdutivas em Agudos

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - As fazendas Tangará e Marruá, ocupadas por cerca de 200 famílias integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), anteontem em Agudos (18 quilômetros de Bauru), foram consideradas improdutivas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O órgão aguarda agora a licença ambiental das áreas para encaminhar o processo de desapropriação à Casa Civil da Presidência da República.

Além das fazendas Tangará e Marruá, pelo menos outras três fazendas na região de Agudos e Iaras estão na mira dos integrantes do MST. São elas: fazendas Nossa Senhora de Fátima, Suinã e Capão Alto. “Este bloco de fazendas já foi vistoriado, é improdutivo e destinado à reforma agrária”, disse Delweck Matheus, coordenador estadual do Movimento dos Sem Terra (MST). As cinco fazendas totalizam mais de 4 mil hectares de terra.

Segundo o coordenador, a ocupação ocorrida nesta semana em Agudos tem o objetivo de pressionar as autoridades pela liberação das áreas. “A nossa ocupação vem no sentido de pressionar por mais terras para assentar mais famílias naquela região”, diz. “Estamos fazendo uma série de acampamentos no município de Agudos e Iaras. Já estão sendo assentadas em torno de 500 famílias”, comenta Matheus. As fazendas ocupadas pelos integrantes do MST estão arrendadas, atualmente, para usinas para o cultivo da cana-de-açúcar.

Conforme o JC divulgou na edição de ontem, a assessoria da Zilor informou que os proprietários da fazenda vão pedir a reintegração de posse da área na Justiça. O coordenador do MST diz que, caso isso venha a acontecer, a lei será respeitada pelos integrantes do movimento. “Mesmo que as famílias tenham que sair daquela área por causa de uma reintegração de posse, isso não significa que as famílias vão desistir. Elas vão continuar na região aguardando sinalizar o interesse de que a situação seja resolvida”, conclui.

O Incra confirma que as fazendas Tangará e Marruá já foram vistoriadas pelo órgão e consideradas improdutivas. Além disso, segundo o Incra, já foi dado a entrada no pedido de licenciamento ambiental das áreas.

“Atualmente aguardamos o licenciamento para que o processo seja encaminhado à Casa Civil da Presidência da República, responsável pela publicação de decreto de desapropriação para fins de reforma agrária. Com a publicação do decreto, o Incra entra com ação de desapropriação na Justiça Federal”, informa a assessoria do Incra.

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