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Estudo aponta danos ambientais provocados por empreendimentos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Nos últimos anos, a bacia do córrego Água Comprida vem sendo palco de forte impacto ambiental provocado por novos loteamentos. A conclusão é do geógrafo José Aparecido dos Santos, que fez um estudo para dimensionar o tamanho desse impacto.

Ele lembra que com o desmatamento da área no local que foram construídos os condomínios Campo Limpo e Campo Belo no ano de 1998, a primeira chuva forte, ocorrida em fevereiro de 1999, levou muita água e detritos ao córrego, o que destruiu a passagem que existia na avenida Cruzeiro do Sul e servia de ligação entre o Jardim Cruzeiro do Sul e Jardim Carolina.

Santos conta que quando começaram os desmatamentos, o Instituto Ambiental Vidágua solicitou à Associação dos Geógrafos Brasileiros - Seção Bauru (AGB-Bauru) a elaboração de um parecer técnico sobre os danos ambientais decorrentes da construção de prédio em área de preservação permanente. Com o parecer em mãos, o Vidágua procurou o Ministério Público para denunciar as irregularidades. A denúncia resultou na condenação da construtora ao pagamento de compensação ambiental, reflorestando outras áreas.

A partir de 2001, com a aprovação dos loteamentos fechados (Chácaras Odette e Residencial Tavano) seguidos de desmatamento, terraplanagem e abertura do sistema viário, o geógrafo relata o surgimento de grandes erosões, que além de alterarem o ponto de nascente do córrego, provocaram seu assoreamento. Além disso, levou à destruição da passagem que ligava o Parque das Camélias ao Núcleo Geisel.

Por esses motivos, Santos considera de fundamental importância a participação da comunidade nas tomadas de decisões com relação à futura ocupação da floresta urbana e, assim, evitar maiores danos ao meio ambiente. “Nesse sentido, a destruição do patrimônio natural, que é a área ocupada pela vegetação de transição Mata Atlântica/Cerrado para instalação de um loteamento, deve ser questionada e impedida, tanto pela comunidade como pelo Poder Público”, opina.

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