Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Além do tolerável

É hora de um basta no vandalismo que assola Bauru! O que um grupo de meliantes fez ontem em um prédio de 12 andares, quase matando um cão a tijoladas e emporcalhando todos os pisos do edifício, dentro e fora, foi a gota d’água de uma situação que se tornou insustentável, inadmissível. A ação desses bandidos, que não é de hoje, é um tapa na cara da sociedade.

• Hora de soluções

Se são menores que estão agindo desta forma, devem ser enviados à Fundação Casa e os pais devem ser responsabilizados severamente, pois, com a certeza da impunidade, estão desafiando e zombando das instituições públicas. Se forem maiores de idade, as polícias têm o dever de pô-los na cadeia. É o que exige a população, cansada de ser agredida. A impunidade é o maior incentivo ao crescimento da violência.

• Polícias nas ruas

Os bauruenses exigem ação da polícia e não apenas cursos e palestras. Não se vê polícia à noite nas ruas, muito menos um plano de combate a esse e outros tipos de vandalismo. Ontem o novo delegado seccional, José Henrique Gomes dos Santos, prometeu atacar rapidamente o problema e criar uma unidade para investigar exclusivamente esses delitos. O mesmo Bauru espera da Polícia Militar.

• Punição exemplar

Também o Ministério Público e a Justiça devem estar sintonizados com os reclamos de uma cidade emporcalhada e violentada. É preciso usar de todo o rigor da lei, garantir a punibilidade e mostrar que as instituições ainda são firmes e atuantes e conseguem responder pelo equilíbrio e bem-estar da sociedade contra quem tenta desestabilizá-la. Essa bandalheira é só a ponta de um iceberg que poderá ser muito pior se não houver um basta já!

• O racha do PSB

A disputa interna no PSB pelo comando da legenda ganha contornos mais claros. De um lado está o presidente da comissão provisória, Pedro Romualdo, e parte dos candidatos a vereador. De outro estão o vereador eleito Paulo Eduardo Souza, Antonio Pedroso Júnior, Isaias Daibem e Darci Rodrigues. Este último grupo quer fazer de Paulo Eduardo presidente do partido.

• Bloco parlamentar

Em outro canto da vida partidária, segue sendo costurado um bloco de atuação parlamentar que inicialmente tinha PTB (um vereador) PDT (um vereador), avançou para o DEM (dois vereadores) e agora quer contar também com o PPS (dois vereadores) e o PV (um vereador). São as informações extra-oficiais que circulam nos bastidores e foram comentadas ontem no Calçadão.

• Mostrando as garras

O bloco não teria apenas o objetivo de eleger o presidente da Câmara, mas agiria em conjunto na atuação parlamentar. Porém, é cedo ainda para esse tipo de alinhamento e tal idéia hoje floresce mais pela vontade de alguns dirigentes em mostrar poder de fogo (e de negociação) do que por um plano estratégico.

• Serpentário sem fogo

A quadra 7 do Calçadão da Batista ainda não retomou o movimento costumeiro de políticos e apreciadores da política aos sábados, entre 11h e 13h. Uns diziam ontem que é devido ao prefeito eleito ainda não ter dado ao menos algumas pistas de quem vai chamar para o governo.

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