Bairros

Limpo e econômico, GNV chega na cidade por dutos em 2009


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Conhecido como o combustível do futuro, o gás natural é um do que menos polui. A queima do combustível resulta numa emissão mínima de monóxido de carbono, o que não acontece, por exemplo, com a gasolina.

Responsável pela distribuição em toda região Noroeste do Estado, a empresa Gás Brasiliano deverá passar a fornecer o gás canalizado para os usuários industriais e domésticos da cidade no próximo ano. A rede de distribuição em Bauru será de 59 quilômetros e o traçado inicial prevê o atendimento a usuários de maior volume, como é o caso de indústrias.

Atualmente, dois postos de combustíveis oferecem o Gás Natural Veicular (GNV) em Bauru e recebem o produto através de carretas, mas a expectativa é de que, até a metade de 2009, o GNV chegue até eles através de dutos instalados.

Arnaldo César Fernandes, gerente do primeiro posto de Bauru a oferecer o abastecimento veicular de GNV, em janeiro de 2007, conta que sua expectativa é que a chegada do gás através dos dutos empolgue novamente os proprietários de veículos que utilizam outros combustíveis para fazer a conversão.

“No começo, o consumo mensal chegava a 140 mil metros cúbicos mensais, hoje o consumo não chega a 50 mil”, relata Fernandes, que credita a queda no consumo à abertura de três novos postos de abastecimento (um em Bauru e outros dois na região).

O preço do GNV também já não é um grande atrativo. No início, o produto chegou a ser comercializado por cerca de R$ 1,50; hoje, o metro cúbico custa, em média, R$ 1,65. Outro empecilho é o alto valor para a transformação de um veículo que utilize álcool ou gasolina para o GNV.

Roberto Rodrigues, gerente do segundo posto em Bauru a oferecer o GNV, afirma que consumo no seu posto também caiu cerca de 40%. “A maior parte dos consumidores é de vendedores de outras cidades que passam por Bauru”, conta Rodrigues.

O site do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) aponta que em Bauru sete oficinas estão autorizadas a fazer a transformação dos veículos - a maior parte das licenças vence no final deste ano ou até a metade de 2009.

Por conta da queda de consumo, Rodrigues conta que muitos desses donos de oficinas relatam que pensam em não renovar a licença para continuar o trabalho.

Além da Gás Brasiliano atender os postos de abastecimento e as indústrias, a idéia é estender o serviço a hotéis, restaurantes, condomínios, prédios e shoppings. A distribuição do gás natural será feita a partir da rede urbana de dutos de 12 quilômetros (chamada de rede secundária), de onde serão construídos ramais que alimentarão as unidades usuárias.

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