Tribuna do Leitor

A floresta Urbana, nós e o prefeito


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A Floresta Urbana da Água Comprida vem recebendo inúmeras manifestações da população e também do atual prefeito, depois que ficou ameaçada sua integridade com o anúncio de um megaprojeto imobiliário. É muito positiva a tomada de posição do povo em defesa desse espaço com que a natureza presenteou nossa cidade, o que revela bem o nível de consciência ambiental e do conhecimento da importância em preservar o verde. A área de 600 mil m2 (60 hectares = aproximadamente 60 campos de futebol) é rica em biodiversidade de flora, abriga animais silvestres e exerce importante função ambiental, seja na forma de seqüestro de carbono, seja na amenização térmica da microrregião sob sua influência, seja no visual verde da paisagem que proporciona aos habitantes. Os efeitos positivos e benéficos para a cidade e sua população são inquestionáveis e indiscutíveis.

O atual prefeito tem revelado alguma sabedoria política ao deixar de tomar decisões que repercutirão na futura administração (não tomar empréstimo de R$ 60 milhões de reais na CEF; deixar R$ 23 milhões de reais em caixa). Por que não fazer o mesmo em relação à Floresta Urbana? Qual a lógica de enviar ou pensar em enviar Projeto de Lei para Câmara para uso de solo daquela área, a exatos 38 dias do final de mandato? Remember o megaprojeto imobilidário aprovado em 2007 e que virou pó, ou seja, não aconteceu. Prefeito Tuga, use o que ainda lhe resta de bom senso e faça sua parte para preservar a Floresta e aí a população terá pelo menos essa boa lembrança de sua administração.

Assim como encontraram (os homens públicos) uma maneira de viabilizar o tratamento de esgoto da cidade, através do Fundo de Tratamento de Esgoto, compete também a eles acharem a forma de preservar a Floresta Urbana da Água Comprida na sua exuberância e integridade, para que sobreviva e continue a exercer a vital função de equilíbrio ambiental. Afinal, o que é melhor para a cidade - um punhado de novos prédios que se somarão a dezenas deles já existentes ou a continuidade e sobrevivência de uma única Floresta Urbana?

Christopher Davies - engenheiro agrônomo - RG 8.739.141

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