Geral

‘Pit stop’ pode virar cilada

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 4 min

Mesmo quem adora ir às compras admite que a peregrinação no final de ano é desgastante. Para contornar o cansaço físico, os “experts” no assunto programam prazerosas paradas para suco, sorvete, pastel, enfim, para retomar os ânimos. Ocorre que justamente o “pit stop” pode tornar-se uma cilada. Ágeis, os autores de furtos se aproveitam da mínima distração para, literalmente, sair no lucro.

Mas o “trabalho” deles pode ser dificultado se, ao sentar num banco para consumir algo agradável ao paladar, o consumidor mantiver em seu próprio colo bolsas e pacotes. “Quando deixam ao lado, fica fácil de passarem e puxarem”, explica o titular do 3º Distrito Policial (DP), Marcelo Haddad. De acordo com ele, também fica vulnerável aquele que entra no provador e esquece a bolsa para fora. Por outro lado, há quem esqueça bolsas dentro dele, após encerrada a prova das roupas.

O delegado ainda considera arriscado deixar aparelhos celulares em bolsos externos de bolsas, muitas vezes próprios para telefones móveis. Expostos, eles rapidamente são furtados. “As pessoas também precisam evitar contar dinheiro em público e a sacá-lo em caixas eletrônicos à noite e sozinhas. Elas têm que verificar se não estão sendo observadas. Já a pessoa de idade tem que ir às compras acompanhada”, orienta.

Independentemente da idade do cliente, o fundamental é atenção. Só com observação é possível identificar eventuais suspeitos. Para tanto, o ideal é usar óculos escuros, andar rápido e, no centro da calçada, caminhar contra o sentido de trânsito, sempre mantendo a bolsa à frente do corpo. No caso de sacolas de compras, devem ser carregadas junto ao corpo e do lado de dentro da calçada.

Para não abrir a guarda, segundo a PM, o consumidor não pode demonstrar procurar endereço. Também não deve parar para dar informações a motoristas. Ao invés de se aproximar de carros, indique um posto policial, recomenda a corporação.

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Reforço na segurança

Como acontece ano após ano durante os preparativos para as festas, o policiamento será reforçado. A Polícia Militar, por exemplo, em breve deve anunciar suas estratégias para a “Operação Centro Seguro” que, neste ano, deve ser antecipada. Por enquanto, major Nelson Garcia Filho, subcomandante 4º Batalhão da PM, apenas adianta que o efetivo será reforçado. Homens das demais companhias trabalharão na região Centro-Sul, onde o comércio é intenso.

O reforço incluirá ainda áreas comercias de bairros como o Mary Dota, o Jardim Redentor, pontos do Jardim Bela Vista e a avenida Castelo Branco. “Segurança é responsabilidade de todos. Cada um tem que fazer sua parte”, acrescenta Garcia. Na opinião dele, quando o lojista também demonstra esse tipo de preocupação, atrai clientes.

Para o bem-estar de todos, a Polícia Civil ainda colocará nas ruas investigadores à paisana para desempenharem trabalho preventivo. Circularão em locais de aglomeração para evitar a ação de batedores de carteira, por exemplo, informa o titular do 3º DP, Marcelo Haddad. Também estarão nas ruas, mas sem identificação, tanto o efetivo do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) quanto o da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), anuncia a Delegacia Seccional, por intermédio do delegado Adib Jorge Filho.

De acordo com ele, os policiais civis também vão desenvolver trabalho preventivo no sentido de alertar a comunidade quanto à ação dos autores de roubo, furto e estelionato, especialmente neste período do ano. Orientados sobre os cuidados básicos de prevenção poderão tanto zelar pelo próprio patrimônio, quanto pela liberdade de locomoção, que se dará de forma harmônica e segura, informa Adib. O delegado explica ainda que o trabalho preventivo se dará especialmente por intermédio da imprensa. “Se todos agirem com cautela e prevenção, já é um primeiro passo. Já diz o ditado popular: “a oportunidade faz o ladrão”. Ao tomar cautela, já contribui”, conclui Adib Jorge Filho.

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Economia

A integridade física dos consumidores não é a única preocupação da PM. Ela inclui o desempenho econômico do comércio de Bauru. “Tem que ser forte e melhorar sempre. A cada ano, o número de compradores da região que vêm a Bauru aumenta. É importantíssimo”, comenta o major Nelson Garcia Filho, subcomandante 4º Batalhão da Polícia Militar (PM). Ele teme que os reflexos da crise financeira, iniciada nos Estados Unidos, cheguem à cidade. Desemprego é sinônimo de agravamento das relações sociais e, geralmente, resulta em mais violência. Reiterando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recomenda a todos que comprem.

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