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Raridade: Bauruense ganhou medalha da aposentadoria de Pelé

Luiz Beltramin
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José Carlos Landro, morador de um condomínio próximo à cidade, guarda uma raridade há 34 anos. Conservado numa pequena caixa, que cabe na palma da mão, o objeto não impressiona pelo tamanho, mas por sua representatividade. Concebida em prata, a pequena medalha, acompanhada por uma placa, feita com o mesmo material, simboliza a despedida do futebol profissional brasileiro do maior jogador de todos os tempos: o “Rei” Pelé.

Na época morador de Santos, Landro, que era funcionário de uma agência do banco Econômico, localizada no Centro Velho da cidade portuária, recebeu o mimo das mãos do próprio jogador, que, alguns anos mais tarde, seria considerado o “Atleta do Século”.

Na oportunidade, Pelé, que era contumaz cliente, resolveu distribuir no banco algumas lembranças de sua despedida do Santos e do futebol brasileiro - ainda jogaria pelo New York Cosmos, dos Estados Unidos - e, como de costume, causou alvoroço. “Era sempre assim quando ele ia na agência, muita gente queria vê-lo. O banco ficava lotado”, recorda-se o ex-caixa, que se aposentou como diretor do banco BCN.

Além do “Rei”, outros atletas que marcaram a época áurea do Alvinegro Praiano costumavam ir à mesma agência, entre eles Pepe, o segundo maior artilheiro do Peixe - apenas atrás do “maior de todos” -, bem como Dondinho e Zoca, respectivamente, pai e irmão de Pelé. “O Dondinho assina a minha carteira de saúde da época, pois ele era chefe do Centro de Saúde em Santos”, recorda-se o ex-bancário, que, curiosamente, fixou residência, anos mais tarde, justamente na cidade onde o Rei do Futebol esboçou suas primeiras jogadas, com a célebre passagem pelo infantil do Bauru Atlético Clube, time conhecido como “Baquinho”.

“Na época foi legal receber a medalha. Logicamente que muitas devem ter sido feitas na ocasião”, admite. “Acredito que outras pessoas a tenham, talvez até aqui em Bauru, mas ainda não conheci ninguém”, comenta. “Não tenho idéia de quantas pessoas possam ter isso”, desconhece.

A medalha, acompanhada pela placa com os dizeres “Não há nada mais alegre do que ver uma bola quicando na área. Não há nada mais triste do que ver uma bola vazia”, foi entregue quando Landro já não fazia mais parte do corpo de funcionários dessa agência. Na ocasião, recorda-se, ele era auditor da instituição e fazia um trabalho em sua antiga agência. “O nosso gerente, Antônio Castilho, era muito amigo do “Pepe Gordo” [não confundir com o ex-jogador e treinador Pepe], que cuidava dos negócios do Pelé em algumas empresas”, detalha. “Ele (Pelé) foi ao banco entregar uma medalha ao gerente e acabou me presenteando com uma também”, acrescenta.

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