Regional

Acidente mata 3 e fere 7 em Duartina

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Duartina - Uma colisão lateral entre um microônibus e um semi-reboque carregado de farelo de soja matou três e deixou sete pessoas feridas, todas da mesma família moradores de Oscar Bressane. O acidente ocorreu no final da noite de domingo, por volta das 23 horas, na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP 294), quilômetro 383, município de Duartina ( 38 quilômetros de Bauru). O microônibus, placas CMW 9219/São Paulo, dirigido por Carlos José Giroto transitava no sentido Bauru/Marília, em trecho de pista simples. O caminhão, semi-reboque, placas CLJ 0728/Marília, conduzido por José Carlos Pereira vinha no sentido oposto. Ele foi autuado por embriaguez.

No local, por motivos a serem apurados, o semi-reboque se desprendeu do caminhão e colidiu lateralmente com o microônibus ocupado por 11 passageiros, nove da mesma família, três morreram de forma muito violenta: Aline Maria Girotto, 16 anos, Lindalva Costa Silva Girotto, 28 anos e João Paulo Girotto. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal de Bauru e foram velados na igreja da cidade.

O motorista do coletivo sofreu ferimentos graves e foi internado no Pronto Socorro de Bauru. Laércio Girotto Floreste, 28 anos, Lauren Vitória Paes dos Santos, 6 anos, Orestes Antonio Girotto, 45 anos, Enedir Martins Girotto, 38 anos, Elenita Martins Floreste, 22 anos e Guilherme Gazeta Araújo, 24 anos, sofreram ferimentos graves e foram internados no Pronto Socorro do Hospital São Lucas de Garça.

Luto na cidade

Ontem, a prefeitura de Oscar Bressane, região Marília, fechou as portas. Só a assistente social do município, Maria Tereza Dionísio Pereira Colombo ficou de plantão para resolver problemas com a remoção dos corpos e atendimento aos feridos internados. Segundo ela, a prefeitura decretou três dias de luto oficial. “A mulher do motorista do microônibus, que é um servidor municipal, morreu assim como outros dois da família Girotto. Cerca de 50% da população da cidade são Girotto.”

A assistente social explicou que o veículo foi emprestado para a família, que foi a São Paulo participar de um casamento. “A família se encarregou de pagar o combustível. Eles retornavam da Capital, passaram por Bauru e seguiram em direção a Marília.”

O servidor público Carlos José Girotto foi liberado do hospital na tarde de ontem. Ainda chocado com a tragédia, ele foi levado para a casa de sua mãe, informou a assistente social. “Eles não tinham filhos.”

As outras duas vítimas mortas no acidente: Aline Maria Girotto, 16 anos e João Paulo, 18 anos eram irmãos. Os pais, que também viajavam no veículo, Oreste Girotto e Enedir Girotto, tiveram ferimentos graves e continuavam internados no hospital de Garça.

A chance do acidente ter sido provocado por falha humana é maior do que uma falha mecânica, segundo o comandante interino do 2º Batalhão de Polícia Rodoviária, major PM Benedito Roberto Meira.

“Muito possivelmente a falha tenha sido humana. Acredito que foi inobservância do condutor ou do dono do caminhão com o engate.”

Para ele, cuidar do engate é responsabilidade do dono do caminhão. “Pode ser que ele não engatou direito, deixou de colocar a argola de segurança. A cada etapa que ele carrega ele tem que olhar tudo isso.”

Para transitar com um caminhão semi-reboque, segundo o major, é preciso que o veículo tenha AET (Autorização Especial de Transporte) emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagem, (DER). “Normalmente eles transitam com velocidade abaixo da permitida. Tem outras exigências, carregar o caminhão dentro da limitação dependendo da capacidade.”

O comandante explica que algumas empresas se preocupam muito com o trânsito de veículos pesados nas rodovias. “Tem empresas muito cuidadosas que lavam os pneus, lanternas e faixas refletivas dos caminhão para favorecer a sinalização nas rodovias, até porque esse tipo de veículo transita mais no período noturno.”

O caminhão Volvo, placas CLJ 0545/Marília foi autuado por transitar com o disco de tacógrafo vencido, equipamento que faz o registro de velocidade do veículo. O licenciamento também estava vencido. O motorista não portava documentos do veículo e estaria embriagado.

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