São Paulo - As sete casas que foram atingidas anteontem pelo avião da banda Calypso continuam interditadas pela Defesa Civil de Recife (PE). Quatro casas foram atingidas diretamente pelo bimotor, enquanto outras três foram atingidas por destroços. Dois passageiros do avião morreram na queda. A banda não estava a bordo.
De acordo com a Defesa Civil, os moradores das casas atingidas foram retirados das residências logo depois do acidente anteontem, e devem permanecer em casas de parentes até, pelo menos, a conclusão de uma nova vistoria marcada para as 8h de hoje. Uma das casas atingidas teve algumas paredes demolidas devido ao perigo de desabamento, e a nova vistoria deve determinar se será necessária uma nova demolição.
Segundo a assessoria do Corpo de Bombeiros, o bimotor causou destruição em um raio de 50 metros antes de atingir o chão. Destroços atingiram as residências e foram espalhados pelo quintal de algumas casas e pela rua Imbituba, onde o avião caiu. O tráfego ficou interrompido até a tarde desta segunda-feira, quando foi concluída a limpeza da rua.
Acidente
Segundo Pedro Motta, ex-empresário da banda, o avião pertencia ao músico Chimbinha. A aeronave havia saído de Teresina (PI), onde a banda fez um show com a dupla Zezé Di Camargo e Luciano na noite de anteontem. O acidente causou a morte de Gilberto Silva, 46 anos, produtor da banda Calypso, e do piloto Eurico Pedrosa Neto, 47. Outros oito passageiros ficaram feridos.
De acordo com a assessoria, o grupo está muito abalado, “principalmente Chimbinha, que tinha uma relação de amizade com o produtor”.