Bairros

Hemonúcleo busca doador no fim-de-ano

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 3 min

A um mês das festas de final de ano, muitos se preparam para as férias e programam viagens, além das comemorações de Natal e Réveillon. Apesar de ser uma época festiva para muitos, o período preocupa os profissionais da área da saúde, pois o número de doadores de sangue é menor e, em contrapartida, aumenta a demanda devido ao alto índice de acidentes.

Por isso, no Dia Nacional do Doador Espontâneo de Sangue, comemorado ontem, o Hemonúcleo do Hospital de Base de Bauru aproveitou para conscientizar os doadores. Com o apoio do Rotary Club de Bauru Vitória Régia, criado há um ano e formado apenas por mulheres, o hemonúcleo distribuiu brindes e preparou um café especial para os voluntários que passaram pelo local.

Segundo Cláudia Assato, médica do Hemonúcleo de Bauru, o local recebe de 70 a 100 doações por dia. “Por mês, armazenamos cerca de 2 mil bolsas, número suficiente para atender a demanda. Entre as comemorações do Natal e do Ano Novo, ficamos cerca de 10 dias sem doadores, um fato que preocupa”, afirma. “Normalmente, encontramos dificuldades em conseguir doadores dos grupos sangüíneos mas raros, todos os Rh negativo. Em época de baixas, a situação se torna alarmante”, acrescenta a médica.

Eliane de Melo Labriola Ferreira, presidente do Rotary Club, conta que o principal objetivo do grupo é conscientizar a população e atrair um maior número de doadores. “Participamos do Dia do Doador no ano passado e voltamos neste ano visando chamar os bauruenses e mostrar a eles que sangue é vida”, revela.

Em Bauru, de 60% a 80% dos doadores do hemonúcleo são freqüentes. “Temos uma boa porcentagem desses doadores que vêm sem precisar chamar ou sem ter parentes doentes”, afirma Cláudia.

Doação

No Dia do Doador Espontâneo de Sangue, o movimento no Hemonúcleo de Bauru foi constante. O advogado José Fernando Bijos, 55 anos, sempre foi doador e pensa na possibilidade de salvar vidas. “Não custa nada, não dói, é um ato espontâneo. Nunca precisei de sangue e isso é justamente o lado bom: poder doar e não ter que receber”, frisa.

Thiago Kenje Dalla Ru, 24 anos, e Cice Dalla Ru, 30 anos, doaram sangue pela primeira vez, ontem, e querem tornar-se doadores constantes. “Vim com o objetivo de ajudar e quero continuar ajudando sempre”, revela Thiago.

“Meu pai sempre foi doador e resolvi seguir o exemplo dele. Quero ajudar quem precisa e esse é um ato simples”, opina Cice.

Para os interessados em doar sangue, o Hemonúcleo do Hospital de Base funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h e das 14h às 16h.

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Cadastro no Redome

Todos os doadores de sangue do Hemonúcleo do Hospital de Base de Bauru podem fazer parte do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). De acordo com Cláudia Assato, médica do setor, o questionamento é feito para todas as pessoas que passam pelo local.

O Redome, instalado no Instituto Nacional de Câncer (Inca), reúne informações como nome, endereço, resultados de exames e características genéticas das pessoas que se dispõem a doar medula para o transplante.

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