Regional

Hospitais recebem verba do Governo

Davi Venturino
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A Secretaria de Estado da Saúde anunciou a liberação de R$ 4,3 milhões para 152 Santas Casas de todo o Estado de São Paulo. Somente na região de Bauru 13 unidades serão beneficiadas com o total de 76.819,23. Desse montante, no entanto, o maior aporte será para a Santa Casa de Jaú que receberá R$ 19.891,44. Na região de Marília são mais R$ 75.289,32 para 14 unidades.

Além da unidade de Jaú também receberão verba as Santas Casas de Arealva (R$ 2.311,08), Bariri (R$ 6.507,32), Bocaina (R$ 4.332,35), Cafelândia (R$ 4.421,79), Dois Córregos (R$ 5.553,71), Duartina (R$ 2.075.46), Getulina (R$ 3.033,86), Iacanga (R$ 2.948,11), Macatuba (R$ 8.777,98), Pederneiras (R$ 9.962,73), Pirajuí (R$ 4.822,37) e Piratininga (R$ 2.181,03).

O auxílio é resultado de movimentações ocorridas em cartórios paulistas. Com exceção de registro de imóveis, 1% de cada transação efetuada é destinado para as entidades filantrópicas. O pagamento deve ser efetuado a partir desta sexta-feira.

A maior parte da verba irá para as Santas Casas da Grande São Paulo, cerca de R$ 2,77 milhões. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria, a definição sobre o valor recebido por cada entidade é feita com base na arrecadação cartorária regional e na população atendida pelo hospital.

O repasse, que ocorre desde 2002, acontece duas vezes ao ano, no fim de maio e em dezembro. Até 2001 esse dinheiro dos cartórios era destinado à Associação Paulista dos Magistrados (Apamagis). Em 2002 a verba passou às Santas Casas, depois de lei do deputado Vitor Sapienza.

O provedor da Santa Casa de Piratininga, Francisco Erivane da Silva Cavalcanti, lembra que essa verba, apesar de ser muito bem vinda, é irrisória para as necessidades de uma Santa Casa. No caso de Piratininga serão repassados R$ 2.181,03. “Dois mil reais para um hospital é a mesma coisa que nada. Mas é sempre bem vindo, podemos comprar alguma coisa que precisa, mas não é uma verba para investir”, comenta.

Silva lembra ainda que, ao contrário de muitas Santas Casas que estão com as contas no vermelho, atualmente a de Piratininga deve apenas para o INSS. “Graças a Deus o hospital nosso não tem dívidas com fornecedor e funcionários. Só dívida com o INSS”, conclui.

Para o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, o repasse do Estado é uma forma de ajudar as entidades. “As Santas Casas são o braço direito da Saúde e sofrem com a falta de verbas, especialmente com a baixa remuneração das tabelas do Sistema Único de Saúde (SUS)”, comenta.

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