A Polícia Civil tem meios para identificar outros envolvidos em gangues de pichadores que vandalizam casas e prédios em outras regiões de Bauru. A delegada Rejani Tiritan, da Diju, conta que várias pessoas já foram identificadas, além dos 10 jovens apresentados anteontem. “Outras pessoas serão chamadas e outros casos irão para Justiça”, adianta.
Tiritan explica que foi feito um trabalho de infiltração, por parte dos policiais, para monitorar a maneira que os pichadores se articulam.
Segundo a delegada da Diju, os 10 jovens indentificados têm conexão com grupos que picham em outras partes da cidade. Tiritan confirma a existência de uma rede de informações entre todas as grifes presentes em diversos pontos da cidade. “Eles se comunicam, se reúnem para pichar e, muitas vezes, até de pontos distantes da cidade”, detalha.
Os adolescentes e maiores de idade envolvidos com a pichação definem como “grife” o grupo em que estão inseridos e a assinatura como a marca individual de cada um estampada nas paredes por toda a cidade. Tiritan explica que existem “grifes” rivais e as que são amigas. Há membros que atuam em várias “grifes”.