Polícia

PMs são treinados para conter rebeliões

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A proximidade das festas é sinônimo de vulnerabilidade das unidades prisionais. Não por acaso, 150 policiais militares da Força Tática dos seis batalhões ligados ao Comando de Policiamento do Interior – 4 (CPI-4), cuja sede é em Bauru, treinaram, ontem pela manhã, estratégias de controle de distúrbios civis, que incluem rebeliões em presídios. Com o trabalho, a tropa também reviu procedimentos utilizados em casos de manifestações violentas e de descontrole de torcida, por exemplo.

Homens de Bauru, Lins, Jaú, Marília, Ourinhos e Assis ainda foram instruídos sobre ocorrências envolvendo explosivos. Embora os temas tenham sido definidos no início do ano, uma vez que os treinamentos regionais são semestrais, as informações os prepara para casos como o de Botucatu, onde o prédio da Delegacia de Investigações sobre Entorpecente (Dise) ruiu por conta de uma grande combustão provocada por gasolina.

“Não há rumores (de novos casos) na região. Mas é bom que a tropa esteja preparada”, reitera o capitão Valter Luís Sales Gonçalves, comandante da 3ª Companhia da PM. De acordo com ele, o tenente Heraldo Carlos Monteiro, membro do pelotão de Força Tática, trouxe novidades do curso que ele fez no Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). Por uma hora, o tenente discorreu sobre artefatos explosivos como cordel detonante e explosivo RDX, numa instrução realizada na sede do Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest-Senat).

“Como em qualquer outra área, sempre tem novidade. O treinamento também é importante para a unicidade de filosofia, homogeneidade de ação, de conduta”, acrescenta o capitão. Já os exercícios de controle de distúrbios civis foram realizados na sede do CPI-4, na Vila Antártica. No local, os policiais treinaram várias conformações de pelotões de choques, necessárias, por exemplo, para entrar num terreno hostil.

“Como é o caso de problemas dentro de penitenciária. É uma época de vulnerabilidade porque muitos presos saem nas saídas temporárias e outros ficam”, explica Valter. Ele ainda ressalta que o treinamento da tropa é fundamental, uma vez que em circunstâncias reais, ela ainda é submetida à pressão da “adrenalina”, muitas vezes ativada por pedradas e até coquetel molotov. Para tornar a contexto mais real, várias bombas de efeito moral foram lançadas durante as atividades no CPI-4.

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