Brasília - Às vésperas de deixar a presidência do Senado, o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), se emocionou ontem ao participar de missa em comemoração ao encerramento dos trabalhos legislativos deste ano. Católico praticante, Garibaldi chorou durante discurso no final da celebração - dedicado a homenagear os funcionários que trabalham na Casa Legislativa.
O senador chegou a pedir desculpas aos presentes pelo seu excesso de emoção ao comentar a “difícil tarefa” de comandar o Congresso. Garibaldi lembrou que assumiu o cargo numa espécie de “mandato tampão” em conseqüência do afastamento do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado, no final de 2008 - após denúncia de receber recursos de uma empreiteira para pagar pensão à filha.
Apesar de muito emocionado, Garibaldi disse que conseguiu realizar grande parte de suas propostas no comando do “tão incompreendido” Poder Legislativo. O senador fez um agradecimento especial a duas servidoras que lhe acompanharam durante o curto mandato na presidência, em nome dos demais servidores da Casa.
“Eu queria agradecer a Deus e queria agradecer aos homens. Mas queria agradecer também às mulheres. A uma em especial, que não me deixa errar nunca. Eu até queria errar em alguma coisa, mas a doutora Cláudia Lyra (secretária-geral da Mesa do Senado) não deixa. Há também outra mulher que sempre me leva a um estresse total. É a doutora Mônica Freitas (chefe do Cerimonial da Presidência do Senado). Ela quer que eu chegue a todos os compromissos na hora”, afirmou.
Garibaldi disse que, ao homenagear as duas funcionárias, quis mostrar que as “grandes e pequenas tarefas, quando feitas com o amor de Deus, são efetivamente bem cumpridas”. Depois do discurso emocionado, o senador foi abraçado pelo arcebispo de Brasília, d. João Braz de Aviz, e pelos demais padres que co-celebraram a missa.
O parlamentar ainda agradeceu aos 80 senadores da Casa, incluindo aqueles que “atrapalharam” os seus trabalhos. “Graças à ajuda que recebi dos senadores é que consegui fazer alguma coisa pelo Poder Legislativo”, disse.
Garibaldi foi aplaudido de pé pelos servidores da Casa após o discurso e seguiu para o se gabinete -onde novamente chegou às lágrimas ao ser recebido por um coral natalino.