Bairros

MP apura dano ambiental em rodovia

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Uma possível irregularidade no escoamento de água da chuva em um ponto da rodovia SP-255, que liga Bauru a Jaú, pode ser responsável pelo acúmulo de entulho e solapamento de solo numa área de mata ao lado da via. O problema foi percebido por um morador de Jardim Carolina, em Bauru que encaminhou uma representação ao Ministério Público (MP). O promotor do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Sciuli de Castro, instaurou inquérito civil para avaliar o caso.

De acordo com Ronaldo Nunes Berbel, que procurou a Promotoria, nas proximidades do quilômetro 232, sentido leste da SP 225, na altura do Zoológico de Bauru, três pontos de despejo concentrado de água da chuva estariam levando lixo para a mata e causando solapamento de solo, abertura de erosão profunda, com assoreamento e represamento de um córrego existente no local.

O promotor destaca que instaurou inquérito civil para verificar a denúncia recebida. Ele explicou que será solicitado que um técnico visite o local para constatar se há alguma irregularidade. Com o laudo em maõs, ele estudará que medida será tomada.

Berbel afirma que o mesmo problema ocorre em um trecho da rodovia em Pederneiras, o que também foi denunciado por ele. O morador destaca que a Centrovias, concessionária responsável pela rodovia, foi informada sobre o problema.

“Antes mesmo da duplicação da rodovia, questionei a Centrovias sobre como seria feito o escoamento (da água)”, conta. Ele destaca que o laudo de avaliação de impacto ambiental para a obra foi aprovado por técnicos do poder público. “Qual foi a avaliação real? As obras feitas não são eficientes e causam danos ao meio ambiente”, opina.

Pederneiras

A promotora do Meio Ambiente de Pederneiras, Patrícia Simões de Castro Sampaio Garcia, afirma que o problema no município foi constatado pelos técnicos do e um procedimento foi instaurado para reparar o dano.

Ela conta que convocou reunião com a Centrovias e a Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) para avaliar como seria corrigido o problema. “Foi combinado que a empresa apresentaria um plano para o escoamento correto no ponto, para a água chegar no córrego sem provocar assoreamento”, explica.

Garcia conta que a empresa entregou um projeto prévio, que foi aprovado pelos técnicos do MP. “Até o final do ano, a Centrovias deverá entregar um projeto mais detalhado sobre a obra, para resolver o problema”, explica.

Procurada pelo JC, a Centrovias preferiu não se manifestar sobre o assunto.

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