O desempenho do setor de serviços em Bauru alavancou o Produto Interno Bruto (PIB) do município, que figurou entre os 100 melhores do País em 2006. Ele saltou da 76ª posição para a 73ª no ranking nacional, entre os anos de 2005 e 2006. Os números divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram a cidade melhor posicionada que capitais como Porto Velho, em Rondônia, e Macapá, no Amapá.
Quando o foco é só o Estado de São Paulo, Bauru está em 24ª colocação, uma acima da que ocupava em 2005. O PIB representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa região, num determinado período. Trata-se de um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia para mensurar a atividade econômica, que inclui o desempenho de setores como agricultura, indústria, serviços e comércio.
Em Bauru, justamente tem destaque o setor de serviços, cujo PIB específico ocupou a 55ª posição brasileira em 2006. No ano anterior estava uma colocação abaixo. Neste caso, a cidade está melhor classificada não só em relação às capitais já citadas, como a municípios paulistas de porte semelhante. É o caso de Presidente Prudente, Araraquara, São Carlos e Franca, por exemplo.
Parado
Apenas o segmento referente à administração, saúde e educação públicas permaneceu estagnado na cidade. Ficou em 76ª colocação nos dois anos em análise. Neste quesito, perdeu para municípios como Piracicaba, São José do Rio Preto e Jundiaí. A imobilidade, no entanto, mostra que o trabalho nestas áreas deve ser ampliado, pondera o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Walace Sampaio. No entanto, ele ressalta que já existe esforço nestes segmentos.
Tanto que Bauru ocupa a 6ª colocação no ranking de desenvolvimento municipal elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), acrescenta Sampaio. A classificação teve como base dados de 2005 dos ministérios do Trabalho, Saúde e Educação. “No ano que vem, o prefeito vai pegar, analisar e cumprir o orçamento. Terá condição de programar investimentos em educação e saúde a partir de janeiro”, diz o secretário.
De acordo com ele, a prioridade até então foi com o caixa, herdado da gestão anterior com déficit de milhões. “As novas administrações têm uma característica comum logo nos primeiros meses de mandato, que é priorizar as questões sociais, principalmente as voltadas à saúde e educação. Isso deve promover melhoria na performance destes setores”, conclui o economista e professor da Instituição Toledo de Ensino (ITE) Wagner Ismanhoto.
Quando isso acontecer, até o PIB per capita (por pessoa) de Bauru deve melhorar. Em 2006, contando os 12 meses do ano, ele era de R$ R$ 13.217,00. O maior do País, no mesmo período, foi de Araporã, em Minas Gerais, cujo valor era de R$ 261 mil. Com cerca 6 mil habitantes, a cidade conta com a maior hidrelétrica do Estado.