Regional

Coligação acusa prefeito eleito do PV de Jaú de compra de voto

Aurélio Alonso Colaborou Carlos Demarchi
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O prefeito eleito de Jaú, Osvaldo Franceschi Junior (PV), é acusado de compra de voto pela coligação adversária, que foi derrotada nas urnas em 5 de outubro. A representação foi protocolada anteontem na Justiça Eleitoral. No pedido é solicitada a cassação do registro.

O documento é assinado pela coligação “Nova Atitude, o Futuro é Agora” que foi composta pelo PP, PT, PSC, PRTB, PHS, PTC, PRP e PT do B.

Franceschi Junior venceu a eleição com 37,20% dos votos, diferença de 282 do segundo mais votado, Rafael Agostini (PT).

O presidente do diretório municipal do PT, Carlos Augusto Peres, afirmou ontem que tem provas do esquema de compra de votos que envolveu dinheiro, distribuição de cadeiras de rodas e consulta médica.

Uma das pessoas que confirma ter vendido o voto tinha a senha 181, segundo ele. “Isso demonstra que havia mais gente sendo beneficiada”, declarou Peres.

Questionado do motivo de só depois de 42 dias, após a eleição municipal, a coligação denunciar o caso de suposta corrupção eleitoral, Peres justificou que depois da apuração apareceram os indícios de que vários eleitores teriam vendido o voto.

Na representação foi anexado um bilhete que tem a palavra “Meu anjo”, apontado como código para que um médico ligado ao prefeito eleito fizesse a triagem e atendesse o eleitor.

Peres afirma que a consulta era fornecida no próprio comitê do candidato a prefeito. No papel consta o número do telefone do assessor Dejair Palácio.

A coligação afirma na denúncia que uma eleitora beneficiada (no documento só consta Jacira) teria confirmado numa gravação de áudio que foi atendida no suposto esquema de corrupção eleitoral. Por se recusar a depor no Ministério Público, por temer perseguição familiar, a coligação fez a gravação com a mulher.

O prefeito eleito também é acusado de ter feito cirurgia a uma eleitora do distrito de Potunduva. A coligação apresenta como indício uma gravação em vídeo que uma pessoa identificada por Raimundo afirma que a esposa foi operada a pedido do “Dr Osvaldo”.

Outro caso citado é da doação de uma cadeira de rodas a um deficiente físico. O candidato passou defronte à residência de um portador de deficiência numa espécie de “arrastão” na campanha eleitoral no distrito de Potunduva, quando foi abordado pelo médico candidato.

Segundo a denúncia, o candidato teria mandado uma cadeira de rodas simples e não a motorizada.

O caso vai para a Justiça Eleitoral que deve marcar o depoimento das testemunhas para apurar o caso. Segundo Agostini, na ação não foi solicitada liminar para suspender a diplomação.

O JC procurou o prefeito eleito durante a tarde de ontem, mas não obteve retorno. Um secretário de Franceschi afirmou que o prefeito eleito estaria ocupado, por participar da cerimônia de diplomação na Câmara de Jaú. Em entrevista à TV TEM, Osvaldo Franceschi negou qualquer tipo de prestação de favores ou fraudes durante a campanha eleitoral.

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