Rural

Oleaginosas podem ajudar a região

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Manter a produção agrícola de forma diversificada com foco nos alimentos é uma opção para o desenvolvimento regional. Esta é a opinião do engenheiro agrônomo Alfredo José Barreto Luiz, da Embrapa Meio Ambiente, que esteve em Cabrália Paulista (45 quilômetros de Bauru) na semana passada para falar sobre “Panorama da Produção de Oleaginosas”, parte da programação do workshop “Oleaginosas Alternativas para a Agricultura.”

Para o agrônomo, diversificar a produção é seguro para o produtor, para o município e para a região. “Se um produto apresenta queda no preço, ele pode vender o outro que está com preço superior. Um município que só planta cana, por exemplo, sofre quando o preço cai. É uma tragédia social não só para a cidade como para toda a região”, frisa.

Para o especialista, a região de Bauru apresenta características que a privilegiam. “Existem regiões que as condições de solo, topografia, clima ou socioeconomicas não permitem esta diversificação. Tem outras que não têm estradas. Aqui é uma região que tem diversas características que a privilegiam. Tem instituições importantíssimas de pesquisas, tem estrada, tem solo e clima bom. A topografia é boa, tem uma rede logística e tem mercado consumidor”, enumera.

Neste cenário, as oleaginosas se apresentam como opção para a agricultura, explica o agrônomo. “Existe uma demanda mundial pela substituição de combustível fóssil, o petróleo, por combustível à base de biomassa, o que afeta o mercado das culturas agrícolas, principalmente da oleaginosas”, comenta.

Com a demanda explodindo, o preço acompanha e viabiliza a produção até em pequena escala, sendo uma alternativa para os pequenos produtores. “Eles podem se reunir em associações, cooperativas e incorporar o esmagamento dessas culturas e vender o óleo ao invés do grão. Assim, eles podem ficar com a parcela agroindustrial do esmagamento.”

____________________

Produtores da região

Cerca de 10 municípios da região cultivam oleaginosas afirmou Aparecida Marques de Almeida, coordenadora do workshop. Arealva, por exemplo, cultiva girassol. “O cultivo de amendoim é indicado para as áreas de reforma de cana; o pinhão-manso como uma cultura nova”, frisou.

Para ela, a oleaginosa é uma das ações do projeto de políticas públicas para sensibilizar os produtores agrícolas sobre a importância delas como alternativa para agricultura do Centro-Oeste. “Não só com vistas ao biocombustível como agregação de valor em algumas culturas como patchouli, um óleo essencial. O objetivo do workshop é dar esta visão do cenário”, completou.

Comentários

Comentários