Negar a existência da crise, divagar pelo mundo irreal tem sido o comportamento sistemático de Lula. O efeito mais dramático da crise – o desemprego – ainda não mostrou a sua pior fase. A “normalidade” vamos ver quando voltarem os empregados de empresas que recorreram a férias para se desfazerem de estoques elevados e evitar demissões. Medidas de desoneração fiscal para estimular a demanda são bem vindas, mas tem alcance limitado, porque a decisão de comprar ou poupar é do consumidor.
Por mais que Lula queira influenciá-lo com conselhos extravagantes, é natural o consumidor se prevenir e poupar, não gastar. Este é um momento em que o governo precisa contrariar os lados corporativos para beneficiar a sociedade, os trabalhadores e principalmente as futuras gerações. Lula rejeita a idéia por sempre colocar sua popularidade política acima de tudo.
Carlos Iunes, R.G. 8.859.121 Engenheiro – 3018-3758