Diz o ditado popular que quem nunca comeu melado, quando come se lambuza. É exatamente isso que acontece quando as pessoas que têm o costume de “beber socialmente” vão às festas que oferecem bebida de graça e à vontade. Geralmente, elas exageram na dose e viram protagonistas de cenas lamentáveis.
O gerente de vendas Laudionor Carvalho da Silva participou de muitas festas, conseqüentemente, já presenciou espetáculos nada edificantes. Um deles foi numa festa para cerca de 130 funcionários. Todos os chefes estavam presentes, inclusive os da alta cúpula, que têm pouco contato com os empregados.
A festa de confraternização foi o momento que um dos funcionários presentes esperava para cobrar uma promoção junto a um desses chefes da alta cúpula. Mais do que isso, além de solicitar para si um cargo mais elevado, ele aproveitou para criticar a promoção de um colega. Nada mais deselegante. Sem coragem de fazer isso de “cara limpa”, o funcionário tomou “algumas” antes de falar com o chefe chegando próximo à embriaguez.
Laudionor lembra que a atitude se transformou no assunto mais comentado dentro da empresa nos dias que se seguiram.
A professora Débora Guimarães diz que sempre tomou cuidado para não se transformar no centro das atenções durante e após a festa de confraternização da escola em que trabalha. Principalmente depois que um colega “passou dos limites”. Ela conta que um auxiliar de serviços gerais, chegado numa cerveja, esbaldou-se de tanto beber.
Em um determinado momento, embalado pelo som que animava a festa, ele começou a dançar e a puxar professoras e outras funcionárias para dançar com ele, visivelmente embriagado. Não bastasse o desconforto provocado por essa atitude, ele partiu para cima do chefe supremo da escola. Primeiro tirando-o para dançar, convite que foi prontamente recusado, depois criticando -o em tom de brincadeira. “Foi muito constrangedor”, recorda a professora.