Os números da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) comprovam que, todos os anos, muitas pessoas tentam conseguir a autorização para o corte de árvores que, de acordo com eles, atrapalham de alguma forma. Os números de pedidos protocolados em 2007 e 2008 são parecidos e superam mais de mil processos por ano.
Os números divulgados pela Semma também revelam que poucos conseguem. Em média, 50% dos pedidos recebem autorização e o restante é indeferido. A rigidez da secretaria em autorizar o corte de árvores na cidade e a falta de pessoal para fiscalização alimenta a “indústria” do corte irregular.
Nos bairros, a presença de pessoas que se encarregam de cortar as árvores e dar o fim nem sempre correto à madeira resultante da poda é grande. Em geral, o preço cobrado por eles é muito inferior ao cobrado por pessoas treinadas e autorizadas pela Semma.
De acordo com moradores que já utilizaram o serviço dessas pessoas, o preço cobrado gira em torno de R$ 50,00 dependendo do trabalho a ser realizado, bem diferente do preço praticado por quem é autorizado. Neste caso, o valor sobe para, em média, R$ 200,00. Os moradores, que não querem ser identificados, dizem que a demora no atendimento à solicitação e a resposta, muitas vezes negativa, incentivam a contratação do serviço clandestino.
Em diversos bairros é possível encontrar inúmeras árvores com copas mutiladas, resultado da poda drástica realizada por pessoas sem treinamento. A prática proibida é combatida pela Semma. Em outros locais, a copa é totalmente retirada e fica penas o tronco, alguns passam a servir como “bancos”, outros são queimados pelos próprios moradores.