“Preciso te alertar. A cidade está assustada com o que está vendo na negociação de composição do governo. Você tem a caneta e precisa ficar com ela na mão, para usá-la por critérios de competência em suas escolhas”, disse, ontem, em sua última sessão legislativa em mais um mandato, o vereador João Parreira de Miranda (PSDB).
Fora do microfone, o discurso do experiente parlamentar foi visto como um alerta e apreensão em torno das motivações e dos critérios adotados por Rodrigo Agostinho (PMDB) para a composição dos cargos em seu governo. Ainda na tribuna, ele disse que “tem gente que sonhou a vida inteira e nunca chegou a lugar nenhum. Reveja a forma como está conduzindo este processo”, acrescentou o tucano, sob a atenção de Agostinho no plenário.
João Parreira ponderou que Rodrigo é uma “pérola a ser lapidada”, uma espécie de pedra bruta, um agente político cheio de boas intenções e energia para realizar um bom governo. “Porém, será preciso rever teus compromissos políticos, porque quem venceu a eleição foi você e o seu compromisso com a população é que será cobrado”, pontuou.
O método e as escolhas para a composição das funções, sobretudo do primeiro escalão, não estão sendo bem recepcionados entre diferentes setores da comunidade local. Para alguns, Agostinho abriu por demais a guarda e, em outra medida, estaria permitindo que as legendas tivessem peso acima do ponderável na hora de costurar as indicações. O perfil de alguns escolhidos também gera apreensão entre alguns setores, nos bastidores.