Economia & Negócios

Caixa lança pacote anticrise para 2009

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A Caixa Econômica Federal (CEF) efetuará um corte de suas taxas de juros, a partir de 1 de janeiro de 2009, com o objetivo de conter os reflexos da crise financeira mundial no País. Ao todo, o custo de 21 linhas de empréstimo para pessoas físicas e empresas será reduzido pelo banco, atendendo a uma determinação da presidência da República, que fixou como meta um crescimento da economia de 4% em 2009.

De acordo com o economista Reinaldo Cafeo, a medida poderá representar a sobrevivência de muitas pequenas e micro empresas da região de Bauru, que dependem fortemente de crédito para continuar funcionando. “São empresas que não possuem estrutura financeira que lhe permitam passar períodos longos sem acessar crédito. E, ao reduzir juros para pessoas físicas, também ocorre a injeção de recursos na economia através do consumidor que paga suas contas”, explica.

Ele acredita que o primeiro trimestre do próximo ano será bastante difícil para a economia local, principalmente para o comércio, principal atividade econômica de Bauru. “Historicamente, este é um período de rescaldo, quando há uma grande retração do consumo. Acredito que os efeitos, principalmente para as empresas menores, possam ser minimizados, sim, com a medida”, pontua.

Dentre as alterações propostas pela CEF, a maior queda de juros registrada, de 24,7%, foi nas operações de penhor, em que os tomadores de empréstimo dão jóias como garantia às operações. A taxa foi reduzida de 2,99% para 2,25% ao mês. Os juros máximos cobrados no crédito consignado (com desconto em folha) também tiveram baixa expressiva (16,3%), de 2,99% para 2,50% mensais.

Para se ter uma idéia da vantagem para o consumidor, num empréstimo de R$ 1 mil com pagamento em 24 meses, a prestação diminuiu de R$ 60,68 para R$ 57,60. Ficaram mais baratos ainda as taxas para operações bastante utilizadas pelos clientes como crédito pessoal, cheque especial, cartão de crédito e financiamento de capital de giro.

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Reação em cadeia

Na avaliação do economista Reinaldo Cafeo, a queda dos juros promovida pelos bancos públicos - há algumas semanas, o Banco do Brasil também cortou encargos de várias operações - também deverá ser seguida, em breve, pelas instituições financeiras privadas. “São bancos que têm dinheiro e possuem condições de reduzir suas taxas de juros. Nesse processo, o usuário acabará sendo beneficiado”, frisa.

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