Economia & Negócios

Juros para empresas caem até 12%

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Para empresas, a redução das taxas de juros em algumas operações da CEF pode ultrapassar os 12%. Exemplo são o BNDES Automático e o Finame, cujas taxas passaram de 6,7% para 5,84% ao ano, na máxima, acrescidas de Taxa de Juros de Longo Prazo.

Já o crédito para compra de veículos, chamado CRED Frota, passou de 1,36% para 1,28% na mínima e de 1,93% para 1,85% na máxima. Na Conta Garantida para Micro e Pequena Empresa, que funciona como um cheque especial, a taxa de juros máxima passou de 3,1% para 2,6%.

De acordo com o superintendente regional da Caixa em Bauru, José Paulo Gomes de Amorim, a estratégia da instituição está vinculada aos planos do governo federal de manter a economia aquecida ao longo do ano que vem. “A Caixa, enquanto agente do governo federal, tem de buscar uma alternativa para diminuir os impactos da crise, democratizando ainda mais o acesso ao crédito”, frisa.

Ele destaca que, nos países com bancos públicos estruturados, com capacidade de intervenção e atuação como o Brasil, os impactos da crise têm sido reduzidos e a necessidade de injetar dinheiro público na economia, menor. “Hoje temos uma capacidade de empréstimo muito grande e esse dinheiro precisa girar no mercado, gerando renda e emprego. Esse círculo virtuoso não pode ser perdido”, defende.

Além de combater os efeitos da turbulência econômica, o objetivo da CEF é ampliar sua participação de mercado, que deve passar de 3,5% em 2008 para 11% até 2015. Segundo Amorim, o banco pretende continuar a apresentar as menores taxas de juros do mercado, o que vem ocorrendo nos últimos 11 meses, segundo levantamento do Procon junto a 10 instituições financeiras brasileiras.

“Estamos apostando que podemos superar esse momento de crise aumentando o acesso ao crédito, seguindo em um movimento contrário ao que tem sido praticado pelos bancos particulares”, observa.

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