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HE receberá R$ 8 milhões a mais

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Ontem, o Governo do Estado anunciou que vai enviar R$ 1,75 bilhão para 49 hospitais, centros de saúde e Ambulatório Médicos de Especialidades (AMEs) gerenciados por Organizações Sociais de Saúde (OSSs). O repasse previsto para o Hospital Estadual (HE) de Bauru é de R$ 70,56 milhões. Para 2008, a verba foi de R$ 62,9 milhões. Emílio Carlos Curceli, diretor executivo do HE, avalia que o aumento se deve ao fato da entidade ter investido em tratamento de quimioterapia, na ampliação do setor de hemodiálise e na previsão de acréscimo de atendimentos com a instalação do Ambulatório Médico de Especialidades.

“A quimioterapia é uma assistência custosa, com medicação cada vez mais cara”, pondera. “Já na hemodiálise, queremos implementar mais vagas. E também atuaremos como retaguarda do AME, que deverá gerar muitos procedimentos”, calcula Curceli.

O tratamento de quimioterapia era oferecido pelo Hospital Manoel de Abreu e foi transferido para o HE. O novo ambulatório de oncologia passou a funcionar em outubro e logo recebeu 1,2 mil pacientes. A área conta com 35 pontos de aplicação e oferece atendimento multiprofissional em psicologia, nutrição, assistência social e cirurgias. O serviço de radiologia continua sendo oferecido no Manoel de Abreu.

Robertino Kasaki Dias, 46 anos, conta que fez parte de seu tratamento quimioterápico na antiga unidade e o restante já nas novas instalações. Recuperado de um tumor na laringe, atualmente ele acompanha o tratamento de seu pai, João Dias, que tem um câncer no pulmão. “A equipe é a mesma, mas agora ficou mais fácil, mais confortável”, elogia. Ele elogia o atendimento que recebeu no Hospital Manoel de Abreu, onde sua mãe também foi tratada de um câncer de mama. “Já era bom, agora ficou melhor”, garante.

Atualmente o HE realiza em média 10,2 mil atendimentos ambulatoriais; cerca de mil cirurgias e 550 internações.

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Dinheiro

Do total de R$ 1,75 bilhão, o maior valor será destinado ao Hospital Estadual Mário Covas, de Santo André, que deverá receber R$ 93,6 milhões no próximo ano. Na Capital, o Hospital Geral de Pedreira terá R$ 92 milhões, seguido pelo Hospital Geral do Grajaú, com orçamento previsto de R$ 84 milhões.

Ao explicar o sistema de pagamento, o governador José Serra disse que o Estado estabelece metas quantitativas sobre atendimento e número de pessoas. “Essas organizações têm mais flexibilidade administrativa que as governamentais, sujeitas a regras rígidas”, completou. Livre das amarras da legislação que engessa a gestão pública, os hospitais estaduais atualmente sob o modelo de OSS têm maior autonomia e liberdade no gerenciamento de recursos humanos e aquisição de materiais ou insumos, assegurando a necessária agilidade e conseqüente eficiência da gestão. Aliam a flexibilidade da gestão privada aos parâmetros de qualidade dos hospitais públicos estaduais.

Levantamento da Secretaria da Saúde aponta que os hospitais gerenciados por OSS atendem 25% mais pacientes e gastam 10% a menos, proporcionalmente, na comparação com as unidades de administração direta. O Banco Mundial também divulgou estudo comparativo que aponta o modelo de OSS como exemplo viável e extremamente positivo para a gestão de hospitais públicos.

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