Viver a vida nem sempre é fácil, mas agradecermos por superar os obstáculos é a melhor forma de viver. É fácil dizer obrigado quando você acabou de ganhar na loteria. As palavras simplesmente saem da boca quando se ganha um aumento, um prêmio ou um benefício qualquer. Dizer obrigado é fácil em muitas situações que remetem coisas boas em nossas vidas. Dizer obrigado é uma das primeiras coisas que uma mãe ensina ao seu filho, como também, a confiança é um dos primeiros laços entre uma mãe e um filho, pois surgimos em um lugar quente e aconchegante, onde nossas necessidades são atendidas automaticamente além da presença constante que nos envolve com seus movimentos e voz. Um dia, nascemos e então uma mudança acontece e nos transporta a um ambiente frio, cheio de luz, com amplo espaço e nesse momento surgem uma angústia e uma incerteza que, rapidamente, se desfazem com aquela voz e calor que nos toma nos braços. Que alivio, ela continua conosco. Acalmamos-nos e essa é talvez a mais precoce forma de dizer obrigado e sentir o amor.
Dizer obrigado às vezes não é muito lembrado por todos. Vivências que transformamos em cotidiano nos fazem, muitas vezes, esquecer do “muito obrigado”. Por exemplo, o carinho de nossa família, o sol que brilha, o ar que respiramos, o companheirismo, o amor em nossa vida...
Devemos exercitar o poder da gratidão que temos em nós para alcançar a felicidade com mais facilidade, a gratidão é o que nos faz ficarmos mais próximos da lei da atração da busca pela realização de sonhos. Com a gratidão nos aproximamos de coisas boas e de pessoas fantásticas. Ser grato a tudo e a todos é um gesto importante na vida de todo indivíduo.
Nossa paz mental é determinada, em grande parte, pela nossa capacidade de viver o presente, independente do que aconteceu ontem ou no ano passado, ou do que possa nos acontecer amanhã, pois o presente é onde você está agora. Devemos viver o presente cultivando o amor na construção da felicidade.
Quando o amor está mesclado com impulsos do instinto e do desejo, nós o encontramos sob o nome de paixão. Quando o amor traduz afinidade, carinho e respeito mútuo, nós o chamamos de amizade. Quando resvala pelos caminhos áridos do ciúme e da posse, e aprisiona, encontramos o apego. Quando o amor liberta, nós o chamamos de renúncia ou de verdade. Quando está fechado em si mesmo, como semente escura e enclausurada, é egoísmo. Quando expande como um sol ardente, em benefício do semelhante, e se torna divino, então é caridade.
O ódio é apenas ausência de amor, assim como sombra é ausência de luz, ou então... é o amor traído e, por isso tempestuoso. O amor é como o sol, está em toda parte, é forte, iluminador e acima de tudo não escolhe quem vai iluminar. A diferença está na maneira como o refletimos. Ele é força que une os mundos, até mesmo aqueles tão diferentes como eu e você. Quando nos afastamos desse amor, sentimos frio e infelicidade na alma. Se nos aproximamos dele, sentimos paz e alegria. Esta é a lei da vida: estamos imersos nesse amor, vivemos dele e é ele o impulso para que sejamos felizes. Ser grato e confiante no poder da gratidão, do perdão e do amor são passos importantes na construção da felicidade!!!
O autor, professor doutor Fábio Alexandre Guimarães Botteon, é educador e palestrante. www.fabiobotteon.com.br