Presencio todos os fins de semana a mesma cena. Logo após as doze badaladas da meia-noite a algazarra começa. Em um posto de gasolina e em toda a quadra 24 da avenida Getulio Vargas muitos jovens em momentos de intensa descontração, movidos por som intenso e muita bebida comprada no posto já citado.
Vocês podem estar pensando: mas o que há de errado nisso? São apenas jovens se divertindo. Realmente não teria nada de errado se nessa região não existissem vários condomínios verticais, onde moram muitas famílias com crianças de pouquíssima idade, como em minha casa.
É impressionante a intensidade com que o som “sem ser convidado” entra em nossos lares! Depois de muitos minutos agüentando tanto barulho, nós, moradores da região, ligamos para o 190 e pedimos ajuda.
Sempre muito prestativos, nossos defensores nos atendem fazendo uma visita ao local. Nossos “educados” jovens, percebendo a presença dos policiais, imediatamente diminuem o som, mas assim que nossos prestativos defensores da lei retornam para seus postos a bagunça recomeça e tudo se repete: nossos telefonemas, a visita dos policiais, o “fim” do barulho e o recomeço do ciclo.
O que mais me impressiona é que isso já se arrasta por mais de um ano e nenhuma solução foi encontrada. Já fizemos reunião com o comando da PM, já requisitamos junto ao departamento de trânsito da prefeitura municipal proibição de estacionar após as 22h e nada. Diante dessa cena, uma pergunta permanece sem resposta. De quem é a culpa?
Da PM, que não consegue planejar uma estratégia capaz de educar os freqüentadores do local? Do nosso departamento de trânsito que não toma providência? Ou ainda, quem sabe a culpa pode ser dos moradores que escolheram o lugar errado para morar.
Jácomo Storniolo Neto - professor de ensino médio e ensino superior