João Batista Camargo é um apaixonado por frutas, flores e por terra. “Quando aposentei, comprei a chácara para lazer. Comecei a montar um pomar que hoje tem 33 espécies. As frutas são para a família e amigos.”
Lucro ele obtém só com a uva que foi plantada com a finalidade de venda. “Invisto pelo menos R$ 6 mil a cada ano. Dá um lucrinho, o suficiente para sustentar uma família de pequeno porte. Eu vivo da minha aposentadoria.”
Na primeira colheita de uvas, Camargo conseguiu 7.500 quilos de frutas. Neste ano, são 8 mil quilos. “A fruta amadurece quase tudo ao mesmo tempo. Começamos colher no dia 19 e já vendemos cerca de três mil quilos.”
Por conta do amadurecimento rápido da fruta, o agricultor pretende comercializar as uvas até o final do ano. “Na véspera do Natal e do Ano Novo, vamos trabalhar até as 20h.”
Ele calcula que, por dia, vende de 50 a 80 caixas contendo cinco quilos de uva cada uma. “Estou vendendo a caixa por R$ 15,00. Tem que considerar que a uva é colhida na hora, não é fruta ‘viajada’, portanto, é fresca”, destaca o produtor.
Camargo frisa que a uva niagara rosada não é a mais apropriada para a confecção de vinho. “Nunca tentei fazer vinho. Não tenho as técnicas. Sei que essa uva para confecção de vinho tem que receber a mistura de outro tipo para gerar uma bebida de boa qualidade.”
No pomar de Camargo tem um pouco de várias frutas. Jaca, abacaxi, caqui, figo, laranja, limão, jabuticaba, manga, romã e até pitanga, pinha, banana, dentre outras. “No final do ano, quando os fregueses chegam para comprar uva, levam manga de brinde. Neste ano, a manga acabou antes da uva”, conta.
As bananeiras estão cheias de cachos. Os abacaxis ainda não chegaram no ponto de ser colhidos, o mesmo acontece com as laranjas. “Os limões estão bons para serem usados em temperos. As romãs vão servir para as simpatias da chegada do novo ano”, sugere.