• Eleição disputada
A negociação que envolve a possível manutenção de Marcelo Borges (PSDB) na presidência da Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Câmara, em composição visando a presidência do Legislativo, pode esbarrar nas pretensões políticas do grupo do prefeito eleito. Rodrigo Agostinho segue cauteloso com a eleição, mas articula seu grupo para tentar algumas comissões, sobretudo a da Justiça, por onde passam todos os projetos.
• Dois pretendentes
José Roberto Segalla (DEM) coloca seu nome à disposição para a presidência do Legislativo, mas caso o grupo com quem conversa tenha nome de consenso (Chiara Ranieri, por exemplo), ele não se opõe. Mas o jurista tem interesse na presidência da Comissão de Justiça, a mesma pretendida por Borges. Por bancada, o DEM tem dois votos e o PSDB três.
• Articulações a mil
A aliança que elegeu Rodrigo Agostinho pode ir dividida para a eleição da Mesa, caso Renato Purini (PMDB) e José Carlos Batata (PT) mantenham a disposição de disputar a presidência. Por esta razão, o grupo que conversa em torno do PV, PPS, PSB e DEM está esperançoso. Seria natural o PSDB conversar com este time, já que os tucanos, em tese, são oposição a Agostinho.
• Cargos em discussão
Um dos integrantes das articulações contou ontem que a sedução pelos votos conta com oferecimento aberto de cargos. A novidade neste episódio é que até indicações para funções em comissão estão sendo cogitadas. É a velha tática de envolver, indiretamente, o Executivo na formação do comando do outro poder, o Legislativo.
• Força dos partidos
A eleição para a presidência da Câmara é a primeira prova de fogo na relação dos eleitos com seus partidos. A regra da fidelidade partidária pressiona os vereadores, ao mesmo tempo em que dá força aos comandos das legendas. Tanto é verdade que nas conversas para a eleição do Legislativo presidentes de partidos estão participando diretamente das articulações.
• Reunião interna
Nos casos mais diretos da relação entre o partido e seu representante eleito, o PV é o que demonstra, por enquanto, maior avanço nas relações. Natalino da Pousada desde o início troca opiniões com os colegas de legenda, através de Raul Gonçalves de Paula. Hoje, o PSB conversa, às 20 horas, com Paulo Eduardo Souza exatamente sobre a eleição da Mesa Diretora.
• Mudança no governo
O advogado tributarista e professor da ITE Ageu Libonati vai falar hoje com o prefeito eleito Rodrigo Agostinho (PMDB), possivelmente para dizer que ficou honrado com o convite, mas não poderá assumir a Secretaria Municipal dos Negócios Jurídicos. Ageu discutiu na semana passada com Agostinho a viabilidade de conciliar a atribuição com seus compromissos privados. Mas parece improvável que aceite.
• Anistiado político
O ex-vereador Faria Neto (PDT) foi declarado anistiado político pelo Ministério da Justiça. O período em que Faria atuou como vereador, função exercida sem recebimento de vencimentos, em Avaí, pode ser computado como tempo de serviço para efeito de aposentadoria. A medida não garante indenização, mas permite a contagem do tempo. O processo foi conduzido por Joaquim Mendonça Sobrinho.