Quando o assunto é entretenimento, os brasileiros estão no pódio e os computadores, aparelhos de TV e telefones celulares estão entre as preferências dos consumidores. Uma pesquisa realizada pela consultoria Nielsen aponta o País como o segundo do mundo no ranking de consumo de produtos de entretenimento, atrás apenas das Filipinas, na Ásia.
O ranking foi elaborado com base em perguntas e respostas sobre uso de aparelhos para entretenimento, compra de conteúdo de entretenimento nos últimos seis meses, tempo gasto em média com entretenimento durante uma semana e número de itens baixados da Internet no último mês. Por região, a América Latina ficou em primeiro lugar na pesquisa, seguida pela Ásia, América do Norte e Europa.
O levantamento ouviu 26 mil usuários de Internet em 52 países, entre o final do mês de setembro e início de outubro. De acordo com a pesquisa, o aparelho mais utilizado entre os 26 mil pesquisados é o computador, com 77% da preferência, seguido pela TV, com 75% da preferência nos 52 países. Os telefones celulares com Internet têm 40% da preferência e os celulares com Internet e vídeo aparecem com 30%.
Aliás, os celulares impulsionaram as vendas no período de Natal, animando os comerciantes em tempos de crise financeira. A gerente de uma loja que atua no setor de telefonia móvel em Bauru conta que o estabelecimento chega a vender mais de 20 celulares por dia.
Os aparelhos com câmera digital, bluetooth, acesso à Internet e até mesmo com navegador GPS são os mais procurados, principalmente entre os mais jovens. “Sempre há um aquecimento nas vendas no período que antecede as datas comemorativas e, apesar da crise, notamos aumento nas vendas para o Natal”, afirma.
Maria José, funcionária pública, presenteou os dois filhos com telefones celulares. Cada um ganhou um aparelho com câmera digital e gravador de áudio e vídeo. “O celular é tão moderno que nem precisamos comprar uma máquina fotográfica”, afirma. “Embora seja um presente caro, fiz a vontade deles porque acredito que seja um presente útil”, acrescenta a funcionária pública.
Segundo Maria, sua família adquire produtos tecnológicos mais de uma vez ao ano e os últimos eletroeletrônicos adquiridos foram um aparelho de DVD, uma TV e telefones celulares.
Informática
Preferência entre os consumidores dos 52 países pesquisados, a área de informática foi afetada pela crise econômica mundial e registrou desaquecimento nas vendas. O reajuste no preço dos computadores e computadores portáteis (notebooks), em torno de 20%, fez as vendas despencarem em pleno Natal. O proprietário de uma loja de informática localizada na região do Jardim Marambá, Wellington Marcelo de Carvalho, conta que ainda existe a procura por parte dos consumidores, mas os preços assustam. “A pesquisa de mercado é grande, mas com a alta do dólar, as compras caíram”, afirma.
Segundo Carvalho, entre os meses de janeiro e setembro deste ano, as vendas eram crescentes. Em média, a loja comercializava cerca de 40 computadores e 15 notebooks por mês. “No mês de agosto, o melhor mês de 2008 para a loja, as vendas cresceram 300% se comparado ao mesmo período do ano anterior”, revela.
O mesmo foi notado pelo gerente de vendas de uma loja de informática da Zona Sul de Bauru, Waldeide Ribeiro Silva. A procura ainda existe, mas as compras estão sendo deixadas para depois. “As pessoas ouve muito falar da crise e muitas vezes não sabem como agir. Por isso, acabam deixando para comprar em outra época. Notamos uma queda de 20% nas vendas no último mês, quando o natural seria registrar aumento no período”, diz o gerente.
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Venda de computadores
De acordo com o site Digital News, no mundo inteiro há atualmente mais de um bilhão de computadores instalados. A estimativa do instituto Interactive Adventising Bureau (IAB Brasil) é que este número aumente em 30% nos próximos anos.
Dados da empresa de consultoria Gartner Group apontam que a rápida penetração em mercados emergentes é guiada pela expansão explosiva da banda larga e da conectividade sem fio. Segundo o IAB Brasil, a expectativa é que em 2008 mais de 80 milhões de computadores substituam a maioria das máquinas em uso.
Apenas no terceiro trimestre deste ano, o número de computadores no Brasil cresceu 22,6% e alcançou 213 unidades por cada grupo de mil pessoas.