Não foi por falta de aviso. Ontem pela manhã, parte do muro que circunda o Cemitério da Saudade na rua Hermínio Pinto, na Vila Cardia, foi ao chão. Ninguém ficou ferido por conta do ocorrido. Foi sorte, já que no local onde houve o desabamento, existem dois bancos de concreto que costumam ser usados como cama por moradores de rua.
Uma funcionária, que preferiu não se identificar, disse à reportagem que chegou ao cemitério às 7h30. Até então, tudo estava normal. Por volta das 8h30, recebeu um telefonema de uma moradora do bairro informando sobre o desabamento.
Procurada pela reportagem, a gerente de necrópoles e funerárias da Emdurb, Olga Liliane Marques dos Santos, afirmou que a autarquia já tomou providências para isolar o local e evitar possíveis acidentes.
A falha surgida por conta do desabamento tem aproximadamente quatro metros de extensão. Faixas e lonas foram usadas para cercar os escombros. Vários trechos da parte do muro que não caiu também apresentam inclinação acentuada e correm o risco de desabar a qualquer momento, caso uma providência não seja tomada.
A queda daquele “muro da vergonha” já era mais do que esperada. Bastava apenas combinar com o acaso a data e a hora em que a “tragédia” iria ocorrer. Inclusive, no dia 24 de janeiro do ano passado, o Jornal da Cidade chegou a veicular matéria denunciando a situação precária da estrutura que circunda o Cemitério da Saudade.
Construído há muitas décadas - funcionários da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), que administra a necrópole, não souberam informar a “idade” da estrutura -, o muro da rua Hermínio Pinto estava completamente penso. A situação já vinha durando vários anos.
A gerente Olga informou que a Emdurb estaria adotando medidas para resolver o problema dos muros pensos ao redor do Cemitério da Saudade. Ela não soube precisar, porém, em que consistiriam tais providências.