Um furto na revendedora da Vivo na cidade de Iacanga (50 quilômetros de Bauru) causou um prejuízo de pelo menos R$ 20 mil. Furtos constantes em estabelecimentos comerciais da cidade preocupam os comerciantes que reclamam da falta de policiamento preventivo.
“Não há policiais na rua e quando a gente aciona a PM o atendimento é demorado”, reclama o vendedor da loja furtada, Reginaldo Aparecido Viotto.
De acordo com ele, este é o 3º caso de furto nas proximidades da loja da Vivo, rua 9 de julho, 370. “O supermercado já foi vítimas, um açougue e outros estabelecimentos.”
Da mesma opinião compartilha a comerciante Suzana Lozano que mantém uma loja de confecção na mesma quadra. “A verdade é que não tem policiamento na cidade. Sumiu o policiamento”, reclama.
Segundo ela, no plantão da noite e madrugada tem um só soldado para dirigir e atender as ocorrências. “No caso da Vivo, nós ligamos por volta das 2h, mas ele estava fazendo outro atendimento e só chegou meia hora depois.”
Os assaltantes, provavelmente mais de um, quebraram a porta de vidro temperado e entraram no estabelecimento. “O alarme disparou, mas o monitoramento é feito por Ibitinga que acionou a polícia, mas demorou a chegar.”
Mesmo com o disparo do alarme, os ladrões conseguiram levar 46 aparelhos celulares, que estavam em exposição de diversas marcas e preços, uma TV de plasma de 32 polegadas e dois laptop.
De acordo com o vendedor, os prejuízos ainda estavam sendo calculados na manhã de ontem. “Algo em torno de R$ 20 mil, além da loja ficar fechada até as 11h da manhã quando foi liberada pela polícia.”
Sem polícia na rua
Um morador de Iacanga, que preferiu não se identificar, disse que nos últimos dias foram registrados cerca de 10 furtos. “Os comerciantes não agüentam mais. Vários bares, restaurantes, mercearias e pessoas foram vítimas.”
De acordo com ele, a cidade está com cerca de 10 mil habitantes e tem um efetivo de apenas cinco policiais para o serviço preventivo. “Das 22h às 6h, o efetivo é reduzido a uma pessoa. Sem polícia na rua, os marginais tomam conta. O termômetro é esse, inúmeros furtos.”
O iacanguense não economiza nas críticas. “Os policiais militares fazem bico e quando estão de plantão a noite, dormem.”
O comandante do 4o BPMI, tenente coronel José Humberto Nardo, explicou ontem que o efetivo da Polícia Militar é distribuído no estado de São Paulo de forma técnica, sendo 72% em razão da população existente, 10% em razão da população pendular, 11% em razão da criminalidade, 7% peculiaridade (presídios, estâncias turísticas, etc.) A distribuição, segundo ele, é de forma eqüitativa em todas as cidades do estado. Para ele, o motivo do aumento de furtos dá-se a desagregação familiar, má distribuição de renda, ao desemprego, a falta de oportunidade para a juventude, dentre outros. “Para minimizar o efeito desta situação, o 4º BPM-I tem apoiado as cidades sob sua jurisdição com o emprego da Força Tática, Cavalaria e Canil.”