Com relação à missiva que trata do assunto Getúlio Vargas e barulho, publicada na Tribuna do Leitor do dia 28/12 pelo meu “vizinho” - resido em um daqueles condomínios verticais citado - Jácomo Storniolo Neto, quero acrescentar que a culpa pode ser também, quem sabe:
- dos pais daqueles “educados” jovens, que não têm a menor preocupação em saber por andam seus filhos - ou quem sabe nem queiram saber mesmo, pois devem dar tanto trabalho em suas casas que quando saem dão Graças à Deus -
- das nossas autoridades locais que, aparentemente, não se mostram nem um pouco preocupadas e/ou empenhadas em resolverem o problema, haja vista que já encaminhamos a questão de 9 meses atrás diversos ofícios com abaixo-assinado dos moradores da região à Polícia Militar, Emdurb e demais órgãos responsáveis solicitando providências, sem se quer termos recebido um retorno - pelo menos até a presente data - de nenhum deles.
- de nós mesmos, moradores da região - exceto aqueles (infelizmente muito poucos) que estão de fato preocupados em resolver a situação e tomam ações isoladas, tais como a de se manifestarem publicamente através de um veículo de mídia, como fez o leitor, de registrarem um BO por perturbação a ordem pública, como fiz outro dia à noite (pela segunda vez em menos de uma semana) com mais um morador de outro prédio vizinho - que não possuem o menor espírito de união, de coletividade, de organização, que se omitem, tem mêdo de se exporem e vão “no vácuo” daqueles que assim o fazem, não obstante ter sido solicitado providências conforme citado, mas que se acomodaram com a situação não resolvida e a vão aceitando de forma pacífica, como se nada estivesse acontecendo
Cidades de porte muito menor ou semelhante a de Bauru possuem - e o que é mais importante, praticam, fazem valer - leis municipais muito mais rígidas que as nossas, onde por exemplo postos de combustíveis dotados de lojas de conveniência a partir das 22h são obrigados a fechar; “indivíduos” que ouvem suas “músicas” com o som absurdamente alto, que buzinam de forma indiscriminada seus veículos, independentemente do horário e do local onde se encontram, de motos que aceleram e roncam os seus motores e que praticam rachas na rua, do lixo que deixam nas calçadas, são enquadrados dentro das penalidades previstas em lei, elaboradas para atenderem cada situação de maneira individual.
Com a palavra - se é que entendem que a palavra caiba a algum deles - nossas autoridades locais, nossos vereadores eleitos em pleito recente pela população, Polícia Militar, Prefeitura Municipal, Ministério Público, enfim.
Se nada for feito, em caráter de urgência, para revertermos essa situação, e que vem se tornando a cada dia pior, e que no meu modesto entendimento já atingiu níveis insustentáveis, podemos sem sombra de dúvidas "pegar o nosso boné" e irmos pra casa - pra que casa, não me perguntem.
Walter Fernandes da Silva Junior - administrador de empresas