Tribuna do Leitor

O básico já não é prioridade


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Nós, cidadãos brasileiros, vivemos num país democrático de direito onde a Constituição procura assegurar o exercício desses direitos sociais e individuais como o da liberdade, da segurança, da educação e do bem-estar...

Mas os nossos direitos estão sendo desrespeitados, pois temos direito à greve e estamos proibidos de reivindicar melhores salários. Como você sabe, amigo leitor, uma simples greve, acaba numa sessão cinematográfica, pois pela primeira vez na história policiais civis e militares entraram em confronto quando deveriam estar lado a lado aumentando a segurança da sociedade.

O governo? Ora, faz descaso da classe trabalhadora, se inspira na linha dura do passado, como se estivesse na época da ditadura militar, usando todos os seus artifícios (malefícios), jogando uma categoria contra a outra, com atitudes incoerentes, alegando que os protestos são político-eleitoreiros, grande absurdo, não escondendo sua frieza, sua indiferença para a classe trabalhadora já tão sofrida.

De início foram os professores, fizeram greve e nada aconteceu. Voltaram humilhados e revoltados, com uma mão na frente e outra atrás, com 0% de aumento.

O “reajuste salarial” será uma prova para medir competências, ou seja, professores que trabalham há mais de 20 anos, terão que passar por essa humilhação ridícula.

Depois vieram mais categorias, como bancários, correios e agora policiais civis.

Elegemos um governante para trabalhar pelo povo tão sem recursos, com baixos salários que mal consegue sobreviver.

Cerca de 80% (na ativa) dos funcionários públicos, deixam sua remuneração “para o banco” para pagar empréstimos.

Como você vê, amigo leitor, o povo está insatisfeito e revoltado com os governantes.

Nós cidadãos queremos ser ouvidos e não insultados e quem está hoje no poder, ali está pelo voto do povo, povo este que confiou em sua capacidade de governar democraticamente e não como um ditador. Estamos indo para trás?

E com tanto descaso, só resta um modo de nos fazer ouvir: greve. Fazer greve no nosso país, é candidatar-se a apanhar feio da Polícia Militar do senhor governador. A que ponto chegamos numa democracia... Lamentavelmente!!!

Ana Sônia - historiadora

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