A prioridade do novo Legislativo é ampliar a participação popular, segundo as palavras do vereador empossado ontem na Câmara Municipal Paulo Eduardo de Souza (PSB), que discursou em nome dos demais parlamentares durante a cerimônia. Para tanto, a revisão da estrutura física da Casa está entre as necessidades. Mas tem mais.
Segundo o discurso, a TV Câmara também terá de ser revista enquanto instrumento educativo e de fomento à cultura. Ainda serão criados ou aprimorados dispositivos para a nova forma de relacionamento com a comunidade. A inclusão digital da Câmara é um exemplo, citou. “Propomo-nos a permanente exposição eletrônica de todos os procedimentos em curso. A consolidação das leis será prioritária. Revisão da lei orgânica do município e o regimento interno desta casa são necessários. Discutiremos um espaço específico para que a população possa formalizar suas queixas”, discursou Paulo Eduardo.
Suas palavras defenderam o pensar global e o fazer local. “Nós somos a síntese do sentimento e pensamento político da cidade. Somos o melhor que o nosso sistema político pôde conceber”, afirmou ao iniciar o texto, que destacou a renovação sem precedentes. “O prefeito mais jovem, o vereador mais votado da história. No mundo, novas e inusitadas transformações políticas ocorrem. Exemplo significativo é a eleição do primeiro presidente negro americano”, proferiu ao evidenciar o clamor popular por novas idéias.
“Os bauruenses elegeram uma Câmara Municipal de forma a proporcionar a riqueza de decisão política, que incorpora a representação desde o catedrático universitário até aquele que sente no dia a dia a real luta pela sobrevivência. Devido à pluralidade de nossa atual Câmara, o espectro ideológico que polariza esta discussão comporta desde representantes da linha de pensamento marxista ao liberalismo”, afirmou.
Por conta da diversidade, a expectativa é de embates bem fundamentados. “Finalizando, reflito que vivemos num estado laico. Respeita-se as convicções individuais, entretanto, trazer ao cenário político premissas cristãs permitiriam trazer uma relação mais fraterna na composição do poder. Religião sem fanatismo é amor. A política sem amor é guerra. Tentaremos a construção com o melhor de cada um de nós”, discursou, recebendo elogios.