O presidente da comissão provisória do PV, Raul Gonçalves de Paula, criticou ontem o vereador Natalino Davi (PV) por apoiar a candidatura do pastor Luiz (PTB) ligado ao governo municipal. O parlamentar “infiel” deve enfrentar processo interno de cassação na legenda por suposta infidelidade partidária. O PV tinha fechado questão no apoio a Chiara Ranieri (DEM) conforme deliberação da Executiva Municipal, cuja cópia da decisão foi entregue ao vereador, segundo Raul de Paula.
“A posição dele demonstrou que não é homem de partido, não tem palavra e não honra aquilo que fala”, disse.
Para Raul de Paula, Natalino teve toda a chance de se manifestar contra a decisão do partido durante as reuniões que discutiram o acordo com o DEM. Raul diz que não sabe por quanto “o vereador foi vendido”. “O tempo vai mostrar isso”. Até ontem a comissão provisória não tinha definido como enquadrar o vereador.
O dirigente disse que a primeira ação do vereador foi não representar o PV. “Ou ele vai ser representante do partido ou é melhor o PV não ter nenhum representante”.
O partido tem documento por escrito com a determinação que o apoio do vereador do PT na eleição a presidente da Câmara era na candidata do DEM. “Nada foi imposto ao vereador. Ele podia ter manifestado a opinião (contrária), mas não o fez”.
Quando houve entendimentos de montar a chapa de oposição, o DEM pretendia lançar a candidatura de José Roberto Segalla, que enfrentou restrição de Natalino e do PSDB. Quem revelou isso ontem foi o dirigente do PV.
“Chegou um momento que o PSDB também exigia outro nome, quando houve a opção pela candidatura de Chiara Ranieri, mas o Natalino deveria ter recusado o nome da Chiara nas conversações e não fazer a manobra para colocá-lo como vice. Ele pensou de forma individualista e não partidária”, declarou.
O dirigente do PV disse que a eleição de um presidente do legislativo não ligado à administração seria melhor para a cidade para deixar o poder político equilibrado. “O meu pai me ensinou que mais vale a palavra do que fazer isso. Estou indignado com o comportamento antipartidário”, finalizou. A reportagem não localizou o vereador Natalino Davi até o fechamento desta edição. O telefone celular estava na caixa postal.