A eleição do pastor Luiz (PTB) à presidência da Câmara de Bauru provocou a ira dos opositores. Afinal, o petebista chegou a integrar a chapa de Chiara Ranieri (DEM) como vice, mas deixou o grupo quando viu a chance de se eleger. Para o presidente do diretório municipal do DEM, Dudu Ranieri, o resultado da eleição foi uma “traição” e uma “farsa”.
Segundo ele, faltou caráter a alguns vereadores por não honrar o compromisso assumido com a candidatura de Chiara Ranieri (DEM). “Usaram muitos meios que não são normais e legais para vencer”, disse Dudu.
O dirigente do DEM reclamava do pastor Luiz (PTB), de Paulo Eduardo Souza (PSB) e Natalino Davi (PV). Os três chegaram a assumir publicamente o compromisso de apoiar Chiara durante reunião uma semana antes da eleição.
“Houve uma reunião em que até estouram champagne para comemorar o acordo. No dia seguinte, o Paulo Eduardo articulava sua candidatura a presidente”, reclamou Dudu.
Antes da posse, o DEM contava com o apoio de pelo menos oito vereadores. Mas Natalino Davi (PV) desistiu de manter o voto, o que fez a direção do partido tentar demovê-lo da idéia.
Clodoaldo Gazzetta chegou a conversar com Natalino na noite da eleição para alertar sobre a fidelidade partidária, porque o PV tinha fechado questão no apoio ao DEM.
Chiara foi a solução encontrada para ter o apoio do PSDB, porque o candidato preferido dos demistas era José Roberto Segalla, que não emplacou entre alguns tucanos, o PV e PSB.
“Sem os votos do PSDB seria inviável lançar um candidato do DEM, por isso indicaram a Chiara Ranieri, porque os tucanos não queriam o Segalla. Queríamos ganhar a eleição. O Ricardo de Oliveira do PTB foi quem pediu para incluir o pastor Luiz na chapa como vice. O que aconteceu depois é que o pastor bandeou de lado”, disse Dudu.
Para ele, Natalino Davi foi “infiel”, porque o PV tinha fechado questão em apoiar o DEM, porém mudou de lado e apoiou o candidata da situação. “Recebi um telefonema do presidente do PV, Raul de Paula, se desculpando e dizendo estar indignado com o resultado da eleição devido ao apoio do único vereador do partido ao candidato da situação”, declarou.
Dudu disse que Chiara só aceitou ser candidata, porque foi consenso com o PSDB e PPS. “Ela entrou para o sacrifício”, finalizou.