Regional

Investigado por desvio de dinheiro, servidor público de Pongaí é exonerado

Carlos Demarchi
| Tempo de leitura: 2 min

Pongaí – A Câmara Municipal de Pongaí (100 quilômetros de Bauru) determinou a exoneração do servidor Márcio Luiz Fonte de Bortoli. A decisão ocorreu depois que o relatório de um processo administrativo constatou que o servidor fazia movimentações indevidas das contas da Câmara para a conta pessoal dele. A movimentação do dinheiro, por meio de transferência eletrônica, chegou a R$ 6.400 e parte do valor era devolvido no final dos balanços das contas para não levantar suspeitas.

A comissão de processo administrativo concluiu a apuração no último dia 10 de novembro e era formada por três componentes: a presidente, representada pela advogada da Câmara Elisângela Brumati, o diretor Heltman Viscainho Terenciani e o escriturário Jorge Dugaich Filho, na condição de membros. A comissão concluiu que o servidor Márcio Luiz Fonte de Bortoli, tesoureiro da Câmara, desviava dinheiro para a conta pessoal dele no Banco Nossa Caixa, além de ter falsificado documentos em empenhos ‘fantasmas’, com os pagamentos sem a realização dos serviços e com assinaturas falsas nos recibos.

De acordo com a diretoria da Câmara, Bortoli foi aprovado em concurso público para o cargo de secretário e desempenhava a função de tesoureiro após ser nomeado para o cargo. Ele estava no período de estágio probatório. O ato de exoneração de Bortoli foi publicado no Jornal Gazeta de Pirajuí no último dia 22 de novembro.

Durante o processo administrativo, o tesoureiro apresentou vários documentos e conseguiu, junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afastar-se da função por motivos de incapacidade para o trabalho. O benefício que ele obteve vence em 20 de janeiro de 2009.

Um inquérito foi aberto na Delegacia de Polícia de Pongaí para apurar a ocorrência de peculato e a falsificação de documentos particulares.

CEI

Entre os meses de março e julho deste ano, uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) foi instalada para apurar um possível envolvimento do presidente da Câmara, Orival Brumati, nas transferências bancárias da Câmara de Pongaí. A conclusão foi de que Orival não tinha nenhum envolvimento no caso, que apontou o desvio de dinheiro apenas por parte do tesoureiro. Uma cópia do relatório dos trabalhos foi encaminhada ao Ministério Público.

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