Tribuna do Leitor

Poder executivo começa bem; legislativo mal


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No seu primeiro dia de novo governo, o poder executivo começou bem ao realizar uma reunião com o primeiro escalão, com pontualidade no horário e já definindo normas saudáveis de relacionamento e trabalho. 1) O governo não é uma família, onde situações constrangedoras se ajeitam; 2) As secretarias têm que se ajudar umas as outras, ou seja, têm que se integrar para otimizar suas funções e não funcionar isoladas, compartimentadas. Ao afirmar que não aceitará secretarias que não se ajudem, o prefeito Rodrigo Agostinho dá um recado direto e claro àqueles que usam o “status” de secretário para fazer da secretaria um feudo; 3) Estabeleceu marco demarcatório entre amizade e o trabalho dos secretários, que serão cobrados de forma contundente; 4) Determinou que não se permitisse o desperdício de luz, água e telefone, ou seja, tratar a máquina pública como se cada um dos secretários tivesse que pagar a conta no final do mês; 5) Definiu que cada secretário elaborasse um plano de trabalho de curto e longo prazo para ser apresentado dentro de 20 dias; 6) Criou ou criará uma Ouvidoria (ou Ombudsman) na prefeitura para ouvir a população. Passou a tarde, juntamente com a equipe de secretários, visitando bairros da periferia, onde se concentram os maiores problemas sociais, sensibilizando, dessa forma, todos e sinalizando o que deverá ser o principal foco da administração. Age como o ex-presidente americano Abraham Lincoln, que pouco parava na Casa Branca, pois estava freqüentemente em visita às tropas em combate, onde podia perceber “in locum” os problemas e dificuldades e definir estratégias com os generais. Resumindo, os maiores problemas da população a ser atacados não estão nos gabinetes do Palácio das Cerejeiras, mas na periferia e na cidade. Para conhecê-los melhor, só indo até eles. Começa bem uma nova gestão, de forma didática e exemplar, tipicamente de um executivo moderno e com foco bem claro para todos: fazer a máquina da prefeitura funcionar melhor.

Empossados, os novos legisladores não foram tão bem assim. Precisaram de cinco horas e 27 minutos para escalar um time que tem Pelé e o deixam na reserva. Lamentavelmente, novo vereador recém-eleito já vem impregnado com velho vício da barganha. Lembraremos dele na próxima eleição. Os eleitores de Bauru esbanjaram sabedoria e consciência política ao eleger para vereador um cidadão da qualidade do engenheiro, professor e promotor de Justiça Carlos Roberto Martins Segalla, pessoa talhada para presidente e que daria à Câmara de Vereadores outra dimensão. Resta agora desejar que, daqui para frente, acertem e ajudem o novo prefeito na sua administração, sem a condição da barganha, mas apenas de olho no bem de Bauru e de sua população. Atenciosamente.

Engenheiro agrônomo Christopher Davies

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