Regional

Hidrelétricas geram energia e reservatórios são opção de lazer

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

O desbravador do sertão do Paranapanema no século 19 foi José Theodoro Sampaio na primeira expedição científica em 1886. Ele descreveu toda a geografia da região do rio encaichoeirado, que nasce na serra de Parnapiacaba até se juntar-se ao rio Paraná na divisa do Mato Grosso do Sul. Essa beleza natural a 130 quilômetros de Bauru abriga nove hidrelétricas devido aos grandes desníveis num trecho que vai de Avaré até o pontal.

A força acumulada pelo terreno acidentado entre a nascente e a foz transformaram-se em cerca de 2.400 megawatts, o suficiente para atender 2,5 milhões de pessoas. Os reservatórios de Jurumirim e Chavantes são dois grandes lagos que servem para acumular a água e controlar a vazão durante até 450 dias. As demais usinas são fio d’água. Além de gerar energia elétrica, os lagos vêm servindo de “praias de água doce” e atividades de lazer à classe social mais simples àqueles com mais recursos financeiros para adquirir chácaras nas margens ou hospedagem em hotéis e pousadas.

A represa de Chavantes foi formada pela junção das águas do Paranapanema e Itararé no início da década de 70. Ela tem grande potencial de turismo com hotéis, pousadas e áreas públicas de lazer. O acesso é pelo lado paulista ou pelo Paraná.

O camping de Ipaussu é um dos locais mais procurados no verão (leia texto nesta página).

Há outros pontos, como o “Redondo” de Timburi que mescla paisagem de mata atlântica com as águas calmas do Paranapanema.

Piraju fica no encontro da Cuestra de Botucatu no trecho que serpenteia a divisa no chamado Vale do Paranapanema. O solo basáltico forma um relevo acidentado com morros e vales.

No município há três represas e o reservatório de Jurumirim, cujo volume de água é maior do que a baia da Guanabara.

Desde 8 de julho de 2002, o município de Piraju é estância turística. Logo na entrada, há a antiga estação ferroviária construída em 1908 de um projeto do arquiteto paulistano Ramos de Azevedo. O ramal ferroviário foi desativado no início dos anos 60.

Para jovens, há o Pirabar, uma casa noturna construída na margem do rio com dois ambientes.

Quem procura tranqüilidade no turismo rural há a fazenda Capitão Mourão de 130 alqueires com lavouras de café Catuaí e Mundo Novo, onde tem a pousada das cachoeiras com infra-estrutura para o ecoturismo.

O ribeirão que corta a fazenda, de águas limpas, forma duas cachoeiras dentro de espessa mata nativa. No mesmo local há as cachoeiras Arco Íris e do Castelo.

No local há infra-estrutura básica, como banheiros, vestiários, quiosques, deques e churrasqueiras. O telefone da pousada das cachoeiras é 14-3351-0897 e 9784-6898.

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